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Lutas

Krav Maga promove a busca pela defesa pessoal

Cristóvão Colombro oferece aulas sobre sistema de combate criado em Israel

Diego Alcantara, instrutor de krav maga do Clube Cristóvão Colombo
Diego Alcantara é o instrutor de krav maga do Clube Cristóvão Colombo (Foto: Líder Esportes)

Criado em Israel, o krav maga é um sistema de combate que visa a defesa pessoal. A modalidade, que não é considerada uma arte marcial, pode ser praticada em Piracicaba no Centro Cultural e Recreativo Cristóvão Colombo. As aulas são abertas ao público e acontecem às segundas e quartas-feiras, no período noturno, das 20h às 21h, e às terças e quintas-feiras, na parte da manhã, das 8h30 às 9h30. O instrutor responsável pelas atividades é Diego Fernando de Alcantara.

Formado pela WKMF (sigla em inglês para Federação Mundial de Krav Maga), Diego atua na área lutas há 17 anos, especialmente no muay thai, sendo os dois últimos dedicados também ao sistema israelense. Na visão dele, o krav maga é um esporte de contato, embora não tenha competições. “Não é possível competir em uma modalidade que não tem regras e contra alguém que pode te machucar”, afirmou. O treinamento, porém, possui vários aspectos esportivos.

“O essencial no krav maga é aprender a se defender o mais rápido possível e sair de uma eventual situação de risco. O krav maga é uma excelente opção para quem busca o condicionamento físico, o treinamento é militar. Aqui, trabalhamos com exercícios como agachamentos forçados, pneus, rastejo ou quedas, por exemplo. A estrutura que trouxemos para o clube permite fazer trabalho de tração, treinos com cordas e carregamentos. É muito diferente de um treinamento funcional”, contou Diego.

METODOLOGIA

As aulas são dinâmicas e começam sempre com alongamento e o aquecimento. As atividades incluem trabalhos individuais e em grupo para o desenvolvimento de técnicas. Segundo o instrutor, qualquer pessoa pode participar. “Nós recomendamos aulas para crianças a partir de 7 anos. Acima dessa idade, é indicado para todos que querem aprender a se defender. O krav maga envolve muito o lado psicológico. Trabalhamos com limite, pressão e medo. Nas situações ocasionais, há pessoas que travam e não conseguem reagir”, relatou Diego, que completou.

“Cada faixa etária possui uma metodologia. Para crianças, ensinamos mais a questão da observação, da percepção de quando é preciso se esconder. Para os adultos, trabalhamos mais no sentido da reação em situações como um assalto ou assédio, que podem ocorrer na rua. Porém, a primeira coisa que frisamos é: vale a pena reagir? Temos que fazer esse trabalho psicológico. Se realmente for necessária a reação, é preciso estar preparado”, finalizou o instrutor.

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