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Opinião

Jogo duro

*Capa: Rubens Chiri/São Paulo

O sorteio da Copa Libertadores de 2019 foi um duro golpe para o São Paulo. Além de pegar um time argentino (Talleres), o Tricolor Paulista, se passar, entrará direto no grupo mais complicado da competição sul-americana, ao lado do atual campeão River Plate, do Internacional-RS e do Alianza Lima, equipe mais popular do Peru. É o grupo da morte, com certeza. O clube alvirrubro deverá perder algumas peças, mas sempre é o River Plate. Tem de respeitar. O Internacional-RS é um clássico brasileiro. O Alianza Lima deve ser o fiel da balança, ou seja, ninguém pode perder pontos para os peruanos.

Mas, para chegar à fase de grupos, o São Paulo tem antes de passar pelo Talleres. É um clube pequeno da Argentina, por isso, o time brasileiro, tricampeão da Libertadores, é o favorito. Disparado. Mas, devemos lembrar que o São Paulo se complicou contra times nanicos da terra do tango. Em 2017, foi eliminado pelo Defensa Y Justicia e, em 2018, perdeu a vaga para o Colón, ambos pela Copa Sul-Americana.

Isso sem contar que, se passar pelos hermanos, ainda poderá encarar o Independiente Medellín, da Colômbia, por uma vaga na fase de grupos. Diante disso, todo o cuidado é pouco para o Tricolor. Ainda na fase preliminar, o Atlético-MG decidirá seu futuro contra um time uruguaio: o Danubio. Dá para passar. Quanto aos outros brasileiros, o Cruzeiro foi a equipe brasileira mais beneficiada no sorteio da Libertadores. No Grupo B, a Raposa terá pela frente Emelec (Equador), Huracán (Argentina) e Deportivo Lara (Venezuela). No papel, uma moleza.

O Flamengo tem uma chave competitiva, porém, acessível, com LDU (Equador), Peñarol (Uruguai) e um time boliviano. O Palmeiras, no Grupo F, também não terá vida fácil, com San Lorenzo (Argentina), Junior Barranquilla (Colômbia) e um time que virá da pré-Libertadores. Mas, o Alviverde é o favorito para ficar com a primeira vaga. O Athético-PR também tem tudo para triunfar no Grupo G. Terá, é verdade, a presença do temível Boca Juniors, mas me parece a segunda força da chave, que ainda tem Jorge Wilstermann (Bolívia) e Deportes Tolima (Colômbia).

Por fim, o Grêmio tem um grupo considerado difícil ao lado de Universidad Católica, do Chile, e Rosario Central, da Argentina, além de um time que vem da pré-Libertadores. São três times tradicionais para duas vagas no Grupo H. Agora, façam suas apostas. Eu acredito nos oito representantes brasileiros. Pelo menos para o mata-mata. Depois, não devemos subestimar os nossos adversários.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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