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Opinião

Irritante

É cansativo ter de abordar novamente o tema ‘erros de arbitragem’ em meio a um campeonato tão empolgante como o Brasileiro. Mas já está ficando chato e irritante. É muito erro, muita decisão equivocada da arbitragem e nada acontece para tentar estancar a sangria. O esporte mais popular do país que movimenta milhões está ‘nas mãos’ de árbitros despreparados!

No domingo, o atacante Jô, a quase 3,5 metros atrás da linha da bola, faz o gol mais do que legítimo e é anulado sem dó nem piedade pelo assistente. Resultado: o Corinthians fica só no empate com o Flamengo. Ontem (2), o atacante Rodrigo Pimpão marca para o Botafogo diante do Palmeiras completamente impedido e o bandeirinha confirma o tento. Por sorte, a irregularidade não prejudicou o Alviverde, que ganhou a partida.

E tem mais. Também ontem, Réver faz um gol legítimo e é anulado, durante o duelo entre Santos e Flamengo, no estádio do Pacaembu, com vitória dos paulistas por 3×2. A bola bateu no braço do zagueiro do Rubro-Negro, é verdade, mas o jogador não esticou-o para levar vantagem no lance; o braço estava totalmente grudado ao corpo de Réver.

O coronel Marcos Marinho, que comanda a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), concedeu entrevista nesta semana aos canais Fox Sports e só fez defender a arbitragem. Reconheceu os erros, mas não disse nada que se aproveitasse em termos de soluções para amenizar essa crise técnica dos ‘homens do apito’.

Já disse aqui que sou favorável ao uso do árbitro de vídeo desde que a consulta seja muito rápida, para não tirar o dinamismo da partida. E que seja no esquema do ‘desafio’, como acontece no tênis e no vôlei. O time que se achar prejudicado em um lance, pede o recurso de vídeo. E para não banalizar esse direito, as equipes teriam no máximo dois ‘desafios’ por tempo de jogo.

Enfim, eu não sei como resolver a questão da arbitragem – e também nem tenho esta pretensão, porque não sou pago e não tenho competência para isso. Os responsáveis pelo tema são os que têm de dar uma resposta ao torcedor. Porque, do contrário, o futebol cairá no descrédito da torcida brasileira. Definitivamente!

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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