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*Capa: Mauricio Bento/Líder Esportes

A derrota do XV de Piracicaba para o São Caetano é resultado natural sob qualquer esfera. A equipe do ABC investiu mais, formou elenco melhor e, ontem (21), no estádio Anacleto Campanella, foi melhor do que o XV em 88 dos 90 minutos de jogo. O time de Evaristo Piza fez 1×0 aos 2min e descansou sobre a enorme vantagem que tinha naquele momento: poderia perder por um gol de diferença no Barão da Serra Negra que estaria na semifinal, exatamente como aconteceu em 2016, contra o Votuporanguense. Mas, o São Caetano virou para 2×1. Mereceu virar.

O resultado é reversível, basta uma vitória mínima ao XV em Piracicaba. Mais difícil seria se Ermínio, atacante do São Caetano que faz boa dupla com Carlão, tivesse feito o terceiro gol. O pênalti falhado por ele foi um misto de displicência do atacante e convicção do goleiro Mateus Pasinato, que parecia saber exatamente o que o adversário faria. A defesa manteve o XV vivo na Copa Paulista. O balanço, escrevo antes de saber se a campanha continuará nas semifinais ou será interrompida sexta-feira (27) que vem, dependerá das conclusões que a diretoria terá.

Vencer a Copa Paulista e voltar ao calendário nacional é o desafio esportivo mais interessante, porém, o retorno à elite do futebol paulista representaria um ganho financeiro a curto prazo que pode dar mais fôlego à saúde do clube. O XV entrou na Copa Paulista por acaso; não disputaria se houvesse sucesso na Série D do Brasileiro. Pensando em 2018, uma vez que a direção provavelmente manterá Evaristo Piza no cargo de treinador, não é o resultado da eliminatória contra o São Caetano que irá modificar os planos.

As carências do elenco, por exemplo, estão claras. As virtudes, idem. No campo, o time terá de se desdobrar para eliminar um adversário que, na opinião do colunista, é favorito ao título da Copa Paulista ao lado da Ferroviária. A diretoria cruza os dedos, evidente, mas não pode deixar que o sabor amargo de uma derrota ou a euforia da vitória interfiram nos planos para a próxima temporada, que já devem estar engatilhados na sala do departamento de futebol. É hora de mostrar inteligência.

Leonardo Moniz é jornalista e editor de conteúdo do LÍDER

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