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Opinião

Informações sobre o futuro do XV

*Capa: Arquivo/Leonardo Moniz

A perda do acesso em São Caetano do Sul, o terceiro consecutivo na Série A2 do Paulista, provocará uma série de mudanças no XV de Piracicaba. A primeira e mais imediata será no banco de reservas. Evaristo Piza, que dez dias atrás disse ter recebido duas propostas de equipes que disputam a Série B, sem revelar quais, não terá o contrato renovado com o Alvinegro. Está livre, portanto, para trabalhar na segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

O único nome de consenso na diretoria do XV para assumir o comando é o de Moisés Egert, com quem conversei nesta quinta-feira (1º), no fim da tarde. Moisés entregou o cargo no Marcílio Dias-SC e, enquanto falava comigo por telefone, terminava de encaixotar os pertences. Moisés segue em Itajaí (SC) e volta para Piracicaba, onde possui residência fixa, na próxima semana. A informação é a seguinte: o XV ainda não procurou Moisés, mas vai procurar. Isso ocorrerá assim que o desligamento de Piza for oficializado, provavelmente amanhã (2).

A apuração é de que a possibilidade de acerto nunca esteve tão próxima. Moisés conhece o interesse da diretoria, que foi manifestado pela última vez em julho, logo após a demissão de Tarcísio Pugliese. Era o plano A. A sondagem não virou casamento porque o treinador não queria interromper o trabalho em Santa Catarina. Agora, está no mercado. Em contraponto, os dirigentes sabem da ligação que Moisés possui com o clube. Sabem que ele dará prioridade à proposta que o XV fará. O acerto depende do projeto apresentado.

E o projeto está intrinsecamente ligado a novembro, quando ocorrem as eleições do Alvinegro. O presidente Arnaldo Bortoletto não deve concorrer à reeleição. Ouvi o boato de que o executivo de futebol, Ramon Bisson, seria candidato. Não será. “A chance é zero”, foi o que o próprio Ramon me garantiu pouco antes da coluna sair do forno. Então, quem? A aposta que faço é no atual presidente do Conselho Deliberativo, Rodolfo Geraldi, plenamente integrado ao clube, homem de confiança da Raízen. É o meu palpite.

Em relação ao elenco, a mudança deve ser radical. O XV não planeja manter a base do plantel, como fez em 2019. Exceção feita aos jogadores oriundos das categorias de formação, serão raros os remanescentes. A ideia é iniciar a Copa Paulista com os pratas da casa, como Leonardo, David, Rubens Carvalho, Muriel, Samuel Andrade, Grigor, Victor Adame, Fabrício ou Érison. Na primeira fase, o planejamento é enxugar os gastos. A partir da segunda, as contratações devem ser pontuais. Algo, inclusive, que é visto com bons olhos por Moisés Egert… Aguardemos.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do LÍDER

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