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Opinião

Informações sobre o futuro de Tarcísio Pugliese

*Capa: Líder Esportes

Ao empatar por 0x0 contra o São Bento, sábado (1º), no Barão da Serra Negra, o XV de Piracicaba deu sequência ao jejum de vitórias na Série A2 do Campeonato Paulista. A campanha é fraquíssima: dois empates e duas derrotas. Além dos resultados ruins, para o colunista, o desempenho é questionável. No Canindé, o XV foi indiscutivelmente superado pela Portuguesa; contra o Audax, fez partida razoável, construiu a vantagem e deixou escapar o triunfo ao vacilar nos minutos finais; em São Caetano do Sul, o XV foi competitivo, mas entregou o jogo para o adversário novamente no fim; e diante do São Bento, não foi incomodado, mas se provou incapaz de superar um rival que atuou por 42 minutos em desvantagem numérica.

A entrevista coletiva pós-jogo de Tarcísio Pugliese foi mais agressiva do que o habitual. “Foi a melhor partida do XV na Série A2”, afirmou. O treinador argumentou como pôde para rebater as críticas que sofre. Deu uma cutucada em quem defende continuidade de trabalho somente quando a maré é boa. Bateu na “cultura resultadista que impera no futebol brasileiro” e disparou contra a “pouca inteligência” que habita no meio do futebol, sem revelar o alvo: “poucas pessoas opinam com o conhecimento do jogo, a maioria não conhece”, disse. A reação de Pugliese é natural, entendo o aspecto humano do desabafo. Porém, convenhamos: não é preciso inteligência sobrenatural para enxergar as carências do XV. O repertório tático e as performances individuais são passíveis de crítica, sim.

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Dezenas de torcedores protestaram após o empate entre XV de Piracicaba e São Bento. Não houve agressão, mas o tom do protesto foi mais ríspido com jogadores como o zagueiro Diego Jussani e o meia Filipe Cirne. O principal alvo das críticas, como é de costume no futebol, foi o técnico Tarcísio Pugliese, que teve conversa reservada no vestiário com membros da diretoria. Neste domingo (2), haverá uma nova reunião entre departamento de futebol e treinador. Apurei, enquanto escrevia a coluna, que Pugliese será mantido no cargo. Dois fatores pesaram: o apoio expressado pelo grupo de jogadores, que isenta o técnico de culpa pelo mau início de A2, e a proximidade da estreia na Copa do Brasil, agendada para quarta-feira (5).

Pugliese será o treinador do XV de Piracicaba contra o Londrina-PR. O jogo é eliminatório e o Alvinegro tem que vencer para se classificar. Conforme o regulamento, o empate dá a vaga ao time do Paraná. Não dá para cravar que o técnico continua independente do resultado no meio de semana. Aliás, sobre a Copa do Brasil, um adendo: o preço ‘salgado’ dos ingressos para a partida da próxima quarta-feira. Dá para entender a tentativa de ampliar o número de sócios, oferecendo planos vantajosos – R$ 15 mensais com acesso livre à geral. Mas, cobrar R$ 100 neste momento me parece um despropósito. No futebol, o melhor marketing é o resultado. Faltou sensibilidade. Talvez, tenha sido “pouco inteligente,” parafraseando Tarcísio.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do LÍDER

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