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Futebol

Guly dispara: ‘Quero as vaias para mim’

Após goleada, volante rebate críticas e diz: 'Torcida tem que ajudar'

Guly, volante do XV de Piracicaba
Guly pediu para falar com a imprensa após a goleada contra o Oeste (Foto: Mauricio Bento/Líder Esportes)

Após a goleada sofrida pelo XV de Piracicaba contra o Oeste, por 4×0, nesta quarta-feira (24), o volante Guly pediu ao clube para conceder entrevista coletiva antes do técnico Evaristo Piza. Com a derrota, o Alvinegro encerrou a terceira rodada da Série A2 do Campeonato Paulista na 15ª colocação, na zona de rebaixamento. Na conversa com a imprensa, o jogador chamou a responsabilidade e fez um apelo aos torcedores: “Pedi para vir falar com vocês (jornalistas) e a primeira coisa que quero dizer é que vou responder qualquer crítica. Eu assumo a responsabilidade”, disse.

CRÍTICAS

“Eu joguei onde tive de jogar e ninguém me ajudou. Conquistei as minhas coisas sozinho. Cheguei no XV de Piracicaba para ajudar, junto com os outros jogadores, treinadores e diretores. Por uma falha geral (jogo contra o Rio Claro), fui punido sem razão nenhuma. Eu quero respeito dos torcedores com os meus companheiros, podem me vaiar. Não quero as vaias para o treinador, nem para os meus colegas. Nós não fizemos o que foi treinado. Me pegaram como salvador da pátria e não é assim que funciona. Nós não estamos conseguindo (encaixar). Vi aqui que a torcida é muito difícil… Tem jogadores que não aceitam vaias, ficam com um certo medo de jogar. Insisto: critiquem a mim, não os meus companheiros. Eu não vou tirar o pé”.

RESPONSABILIDADE

“Eu pedi para assumir a responsabilidade, sim. Todo mundo aqui no XV de Piracicaba vai colocar a cara, sim. Eu vim aqui (Piracicaba) e fui pego como a cereja do bolo, pensaram que eu ia resolver todos os jogos. Botei a cara aqui (sala de imprensa) porque quero que os torcedores me vaiem. Não julguem os meus companheiros. Vou proteger todos.  Do presidente ao menino da categoria de base. Falta mais empenho e vontade, sim. Não fizemos o que foi proposto. Tomou primeiro gol, o segundo, depois o terceiro e o quarto. A torcida também não ajudou muito… Se quiserem que eu saia do XV, não julguem meus companheiros, a diretoria e o treinador. Venham falar comigo”.

CAMPANHA

“O XV é um time para brigar (acesso). Não está encaixando e temos jogadores que não aguentam as críticas de torcedores. Uma torcida fanática como é a do XV, tem que ir ao estádio para ajudar. Nós precisamos de coragem. Em São Paulo (contra o Juventus), ninguém vaiou. Aqui (Barão da Serra Negra), não sei o que aconteceu. Acho que em um time como o XV de Piracicaba, a torcida precisa ajudar. Nós vamos tentar o acesso. Se for para criticar, que fiquem em casa. E se vierem (ao estádio), que me critiquem. Até uma criança vê que o time não armou, que falta criação. Nós vamos ter de fazer alguma coisa, a diretoria… E se não fizerem, vamos nós mesmos tentar melhorar”.

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