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Lutas

Grupo Mangue Seco completa um ano de atividades

Além da reunião semanal realizada aos domingos, grupo mantém trabalho social

Grupo Mangue Seco de Capoeira
O grupo de capoeira Mangue Seco se reúne todos os domingos no clube da AFPMP (Foto: Líder Esportes)

Domingo pela manhã, faça chuva ou faça sol, o berimbau não deixa de tocar no clube da Associação dos Funcionários Públicos Municipais de Piracicaba (AFPMP). Em um espaço localizado atrás da quadra, no ginásio local, o mestre Vitor Wagner comanda o grupo que leva seu apelido: Mangue Seco. Há um ano, eles se reúnem semanalmente para vivência com duas horas de duração, que incluem aquecimento, alongamento, introdução aos movimentos da capoeira e uma roda no final da atividade.

Mangue é mestre formado pelo Grupo Cativeiro, onde permaneceu por 15 anos, e pelo Negrinhos de Sinhá 7, do Rio de Janeiro, ao qual pertenceu por quase uma década. Na capoeira desde os anos 1980, ele é um dos pioneiros do esporte em Piracicaba. “O pessoal sempre cobrou bastante para um montar um grupo. Dou aulas há 19 anos na AFPMP e fiz um evento aqui que foi bem aceito. Há um ano, criamos o grupo, uniformizado, com um contramestre e três professores”, contou o capoeirista, que também passou pelo Capoeira Ginga, do Mato Grosso.

As aulas acontecem sempre aos domingos, a partir das 9h. Leandro Leite, o contramestre Negão, destaca o dinamismo das atividades. “É um grupo novo, começamos ano passado e levamos a capoeira para as pessoas com bastante dinâmica. A capoeira representa saúde e esporte para levar para a vida inteira”, afirmou. “É uma rotina saudável. O contato que temos com as crianças, por exemplo, é diferenciado. A capoeira é muito boa como esporte. Afasta das drogas, de coisas negativas”, completou José Daniel Alexandre, o professor Zezão.

Mangue Seco, mestre de capoeira

Mangue Seco é mestre de capoeira formado por dois grupos diferentes (Foto: Líder Esportes)

Além do encontro dominical no clube da AFPMP, o grupo desenvolve um projeto social conduzido por Rodrigo Aparecido Esteves de Barros, o professor Digão, que pratica a capoeira há oito anos. A ação ocorre nas dependências do Centro Comunitário do bairro Sol Nascente e tem como prioridade o atendimento às crianças e pré-adolescentes, com idade dos 9 aos 14 anos. O trabalho no local é realizado há aproximadamente quatro anos e hoje atende cerca de 20 alunos.

“É um lugar crítico e nós buscamos elementos fora da capoeira também. O principal objetivo é ensinar a disciplina e afastar as crianças de problemas. Eu nasci ali, perdi colegas para as drogas, tenho alguns que estão presos e outros que já morreram. Não quero ver os filhos dos meus colegas com os mesmos problemas”, disse Digão. “A capoeira me ajudou muito. Querendo ou não, temos pessoas próximas que as vezes se envolvem com coisas ruins. A capoeira me defrontou com a realidade e vi que foi o melhor caminho a ser seguido”, finalizou o professor.

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