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‘Foi um erro indicar o Celso para presidente do XV’

Beltrame diz que não é candidato ao cargo e dispara contra atual mandatário

Luis Beltrame, ex-presidente do XV de Piracicaba
Luis Beltrame criticou duramente a gestão do atual presidente do XV, Celso Christofoletti (Foto: Fabrice Desmonts)

Após deixar a presidência do XV de Piracicaba em novembro de 2012, o nome do advogado Luis Beltrame está sempre entre mais lembrados pelos torcedores quando o assunto é relacionado às eleições no Nhô Quim. Mandatário durante as campanhas de 2010 e 2011, que levaram o Alvinegro da Série A3 do Campeonato Paulista para a elite do futebol estadual, o ex-presidente concedeu entrevista nesta terça-feira (15) à rádio Jovem Pan News, e não poupou críticas à atual gestão do XV, encabeçada por Celso Christofoletti, seu desafeto. Beltrame ressaltou ainda que não pretende concorrer ao cargo de presidente nas próximas eleições, em novembro de 2018. Confira os principais trechos da entrevista:

Duo Imóveis

“Eu penso que um dos erros do Celso foi não dar continuidade ao que vinha sendo feito. Ele não percebeu a importância disso. Deu no que deu. O XV acabou caindo de novo, perdeu os patrocinadores, conseguiram afastar as pessoas que ajudavam o clube. Isso é uma realidade, não sou eu que falo, a própria torcida constata isso. Deveria ter dado continuidade ao trabalho. Não que fosse um trabalho magistral, mas era o que tínhamos naquele momento. Deixamos o XV na primeira divisão, com a cota da Federação Paulista de Futebol e vários patrocinadores de peso. Com a continuidade do trabalho, hoje as coisas seriam diferentes. Todos que aprenderam como se administra futebol na dureza da Série A2, não estão mais no clube […] O XV elitizou, achou que não precisava de ninguém, que era autossuficiente, mas não era”.

DESAFETO

“Não há relacionamento com a atual gestão por conta deles. É péssimo, horrível. Foi um dos meus erros como presidente ter indicado o Celso para ser o meu sucessor. Ele vive me criticando, dizendo que deixei dívidas para o XV de Piracicaba. Eu deixei quase R$ 2 milhões de cota da federação e vários patrocinadores. Hoje, quem está patrocinando o XV? Não sei que gestão é essa. Foi um erro indicá-lo para presidente do clube”.

ELEIÇÕES

“Já imaginaram se eu voltasse para o XV, conseguisse o acesso e uma vaga no Campeonato Brasileiro? Tem gente que iria se enforcar (risos). Não quero ser responsável pelo ato de ninguém e não sou candidato. Minha época no XV já foi. Fiz o que tinha que fazer, fiquei 12 anos no clube, passando por todos os cargos, inclusive o de presidente. É claro que você pega gosto. Hoje, não gosto de ver o XV nesta situação, jogando a Série A2. Mas, a ponto de voltar a ser presidente, não tenho a pretensão. Hoje, tudo é diferente. O que fez parte da minha gestão e nosso sucesso foi a equipe que consegui montar (diretoria). Eu tinha uma equipe muito boa e acho que nunca mais vou conseguir montá-la. Nós estávamos lá (no estádio) todos os dias, com o XV ganhando ou perdendo”.

DÍVIDAS

“Eu sofro críticas pelas dívidas, mas os oficiais de justiça estavam em todos os jogos na porta do estádio para penhorar a renda. Nós arregaçamos as mangas, não ficamos olhando para trás. Também não jogamos a culpa em gestões anteriores, sempre olhamos para frente. Esse foi um dos motivos do sucesso. As dívidas que o XV têm hoje são de muito tempo, há coisas de 30 anos atrás. Foram vários períodos com salários atrasados, mas tínhamos credibilidade com os jogadores. Eles sabiam que nós atrasávamos, mas quando prometíamos pagar em determinada data, podia chover ou fazer sol que nós cumpríamos. Nós emprestávamos dinheiro e pagávamos juros para os bancos, mas para diretores, patrocinadores ou qualquer pessoa que se dispunha a ajudar o clube, nós nunca pagamos. Atrasar os salários incomodava muito, mas era o tínhamos para fazer na época”.

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