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Final de Copa

A provocação já começou nas redes sociais. O único ponto em comum é o fato de sermos paulistanos. No mais, as semelhanças acabam por aí. Sou palmeirense e ele, corintiano. Moro em Piracicaba há 11 anos e meu amigo vive em Araraquara há oito. Por isso, apoiamos os times de nossas respectivas cidades. Nesta final de Copa Paulista, portanto, estamos novamente de lados opostos.

Após a primeira partida, quando o XV de Piracicaba marcou o ótimo placar de 2×0 na Ferroviária, no Barão da Serra Negra, não tive dúvidas: cravei que a taça ficará na Noiva da Colina. O meu amigo, de nome Oscar Guilherme, policial aposentado que atualmente só ‘vive de renda’, rebateu: “Aqui na Arena, não tem para ninguém. Você vai ver”, disse. Não satisfeito com a provocação, eu dei a minha tréplica: “Vamos ‘invadir’ a Fonte Luminosa e, em campo, ganharemos por 1×0”.

Essa é a essência do futebol. Cada um torcendo e ‘zoando’ o outro, tudo dentro do respeito mútuo. Eu vestindo o manto zebrado e ele defendendo a lendária – e não menos linda – camisa grená. São ‘gigantes’ do interior de São Paulo que justificam suas tradições fazendo a decisão da Copa Paulista. Não é um grande torneio, é verdade, mas, para nós, é final de Copa do Mundo. Uma decisão que vale a taça e o nome na história, além de uma vaga no Brasileiro da Série D.

Sobre o jogo, a vantagem é alvinegra. Dizem que 2×0 é um placar ‘perigoso’, mas só se for para quem está com zero, claro. Se o Nhô Quim souber administrar o resultado construído no Barão da Serra Negra e ‘cozinhar do galo’, principalmente nos primeiros minutos da primeira e segunda etapas, encaminhará o título. Mas, todo o cuidado é pouco. Não podemos ficar somente na defensiva. Temos de nos defender atacando, como dizem os técnicos estrategistas.

O XV tem bons valores que saberão conduzir o jogo. A começar pela segurança do goleiro Mateus Pasinato – estou impressionado com o seu trabalho – e passando pelo ótimo setor defensivo com Zé Mateus, Rodrigo, Lucas Cunha e Samuel. No meio, se destaca o capitão Clayton, que irá fazer a ‘despedida de solteiro’ na Arena da Fonte. Já no ataque, o Alvinegro tem uma dupla de respeito com os goleadores Rafael Gomes e Romarinho. A Ferrinha também tem jogadores de qualidade, casos dos meias Élder Santana e Kelvy, e do atacante Bruno Lopes.

É esperar a bola rolar. A taça ficará em boas mãos, independente da equipe que será campeã. Porém, seria lindo se o título ficasse com o XV de Piracicaba, após tantas dificuldades enfrentadas em 2016. Seria um final de ano glorioso após tantas lutas.

Erivan Monteiro é colunista e cronista esportivo

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