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Futebol

Federação paralisa Série A2 por tempo indeterminado

Reunião em São Paulo definiu medidas diante da pandemia do novo coronavírus

Arnaldo Bortoletto, presidente da Coplacana
A reunião na FPF reuniu representantes de todos os clubes envolvidos no Campeonato Paulista (Foto: XV de Piracicaba)

O Campeonato Paulista 2020 está paralisado por tempo indeterminado. A decisão, que vale para as séries A1 e A2, e deve ser aplicada também na A3, foi tomada nesta segunda-feira (16), em reunião realizada na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), em São Paulo. A entidade convocou os presidentes dos clubes para discutir coletivamente as medidas que seriam tomadas em relação às próximas rodadas das competições, em virtude do cenário de pandemia do novo coronavírus.

O último jogo antes da paralisação será realizado hoje, em Campinas, no dérbi pela Série A1 entre Guarani e Ponte Preta, marcado para as 20h no estádio Brinco de Ouro da Princesa. A iniciativa também atende as orientações preventivas divulgadas na última sexta-feira (13) pelo Ministério da Saúde. Na divisão de elite, restariam duas rodadas para o final da primeira fase, uma a menos em relação à Série A2. No Campeonato Paulista da Série A3, faltariam quatro rodadas para o término da fase de classificação.

CONTRATOS

Além da necessidade de reajustar o calendário, em caso de reinício do Estadual, a pausa por período indeterminado pode representar mais um problema para os clubes com menor fôlego financeiro: o fim dos contratos de jogadores. “O primeiro passo é lembrar que o jogador de futebol profissional é um empregado típico, ou seja, com carteira de trabalho assinada pelo clube empregador. Portanto, aplica-se a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além de alguns regramentos da Lei 9.615/98 (Lei Pelé). O contrato de trabalho obrigatoriamente deve ser firmado por prazo determinado”, afirmou Ricardo Russo, advogado trabalhista e desportivo.

“Considerando o que a legislação diz, pura e simplesmente, não há saída para os clubes, a não ser cumprir o contrato de trabalho até o final […] Se por conta dessa paralisação do Campeonato Paulista o término da competição se der após o prazo de vencimento do contrato de trabalho, o clube tem a possibilidade de prorrogá-lo. Pode, inclusive, fazer isso antes mesmo do contrato terminar”, complementou Russo. A saúde financeira, porém, seria um entrave para os clubes. “No segundo semestre, temos que enxugar a folha salarial. Renovar os contratos, se for preciso, é algo bastante complicado”, admitiu uma fonte ligada ao XV de Piracicaba.

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