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*Capa: Agência Palmeiras

A queda do técnico Roger Machado no Palmeiras era uma questão de tempo: quem acompanhava o dia a dia do clube sabia que o treinador dificilmente terminaria o ano comandando a equipe. A péssima partida no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (25), quando perdeu por 1×0 para o Fluminense, foi a gota d’água para a dispensa. Roger vinha sendo muito criticado desde a perda do Campeonato Paulista para o Corinthians. A pressão se intensificou nas três partidas depois da Copa do Mundo, contra Santos, Atlético-MG e Fluminense, quando o time não mostrou evolução técnica mesmo após um mês de intertemporada.

Essa instabilidade fez a torcida perder a paciência. O som da arquibancada sempre foi pela saída do técnico. Na visão dos torcedores, principalmente os uniformizados, a equipe precisava entregar mais do que está entregando pela qualidade do elenco. Alguns jogadores, como Antônio Carlos, Diogo Barbosa, Lucas Lima e Deyverson, também são muito criticados pelos aficionados alviverdes, além do agora ex-treinador.

O alto investimento do clube também justifica a demissão, porque segurou suas principais estrelas das propostas do exterior na atual janela de transferências. O diretor executivo de futebol, Alexandre Mattos, em entrevista aos canais Fox Sports, no início desta semana, afirmou que seis atletas tiveram propostas ‘tentadoras’ para deixar o Palmeiras. A diretoria não cedeu às investidas, que vieram principalmente do mundo árabe e da China, por um objetivo maior: títulos em 2018.

É a postura ideal de uma equipe que pensa em conquistas, em uma temporada com três competições importantes: Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa do Brasil. Porém, dentro de campo, o Palmeiras não evoluiu com Roger Machado. Apesar de ter feito a melhor campanha na primeira fase da competição sul-americana e de estar nas quartas de final da Copa do Brasil, no Brasileirão a equipe patina. Não consegue a tão sonhada sequência de vitórias e está bem distante do líder Flamengo.

À procura de um novo comandante, o que se ouve nas alamedas do Palestra Itália é que, desta vez, o Palmeiras tem de optar por um técnico experiente, após passagens frustradas dos novatos Eduardo Baptista e Roger Machado, além do interino Alberto Valentim. E o nome do técnico Abel Braga é o que mais agrada a direção palmeirense. É um treinador experiente e disciplinador, ou seja, o perfil que o clube procura no momento. Primeira opção, Abelão só não virá se pedir um ‘caminhão de dinheiro’ para comandar o estrelado time alviverde.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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