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Opinião

Faltam quatro!

*Capa: Lucas Figueiredo/CBF

É verdade que o Brasil ainda não apresentou um futebol para ‘encher os olhos’ do torcedor e da crítica na Copa da Rússia. Contra a Sérvia, uma vitória sem sustos, mas também sem sal. Sem grandes atuações individuais. À distância, parece que ainda falta alguma coisa: entrosamento, conjunto, volume de jogo. Seja lá o que for, devemos fazer essa ressalva: a seleção brasileira ainda não está 100%.

O mais importante é que está avançando rumo ao seu objetivo. Que a equipe atinja o ápice no dia 15 de julho, a data da grande final. Até aqui, não há brilhantismo, mas há eficiência, à moda Corinthians, do próprio Tite, em 2015. Estamos nas oitavas de final e teremos pela frente os mexicanos, que são desde 1930 os nossos fregueses em Copa do Mundo.

Neste cenário, o entusiasmo aflora: agora só faltam quatro! Com a permissão de parafrasear o velho Lobo Zagalo. Sim, o hexacampeonato vai ficando mais próximo e, com ele, a possibilidade de encontrarmos seleções de ótimo nível, como a Bélgica, de Lukaku e Hazard. Mas somos grandes, temos ‘camisa’ e não devemos temer a ninguém, diria o torcedor mais empolgado.

Se bem que os chamados ‘grandes’ não estão com vida fácil na Rússia. A Argentina passou apertado; a Espanha idem; Portugal também. A Alemanha nem isso. Conseguiu ficar em último em um grupo com Suécia, México e Coreia do Sul. Sinal dos tempos no futebol mundial. A eliminação germânica foi o 7×1 deles. Só quem sobrou até agora foi o Uruguai, a Celeste bicampeã mundial.

Mas, voltando ao Brasil, entendo que não é hora de mudanças. Para mim, Tite está correto ao manter os 11 que começaram a Copa da Rússia. O time precisa ganhar ‘identidade’ ao longo da competição. A única novidade, Fagner, é por conta da lesão de Danilo. Willian e Gabriel Jesus, os mais marcados pela crítica especializada para deixar o time titular, devem ficar na equipe. Correta decisão. Douglas Costa (quanto voltar de contusão) e Firmino são boas opções para o segundo tempo. Paulinho, outro que não vinha bem, fez até gol contra a Sérvia. Já pensou se tivesse ido para o banco?

Enfim, a rota para o hexa está traçada. Obviamente, seria melhor se pudéssemos ver um futebol bonito, mas não temos o time de 1970 ou 1982. Paciência. Até mesmo porque isso não é garantia de taça na mão. O time de Gérson, Rivelino e Pelé ganhou a Copa; o de Zico, Sócrates e Falcão ‘naufragou’. Na nossa equipe atual, não dá para esperar um espetáculo. Mas dá para esperar o título.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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