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Opinião

Falta o título para coroar um ano positivo para o XV

*Capa: Arquivo/XV de Piracicaba

A pancada recebida com o não acesso à Série A1 do Campeonato Paulista foi um aprendizado grande para os remanescentes do primeiro semestre no XV de Piracicaba. Contra o Mirassol, o time soube sofrer. O fantasma do gol sofrido nos minutos finais, ao menos na semifinal, foi exorcizado. O time aprendeu que as vezes é necessário gastar o tempo, cozinhar o jogo, catimbar. Foram dez minutos de acréscimos, uma ‘brincadeira’ de mau gosto do árbitro da partida, que quase levou os quinzistas à loucura.

A questão psicológica após um acesso que estava nas mãos e escapou, aparentemente, foi superada. Houve muita entrega e esforço dos atletas para avançar até a final. Sobrou raça em campo e esse é o XV que o torcedor quer ver sempre nas competições que disputa. Se alguém ainda tinha dúvidas de que treinador também ganha jogo, creio que ficou claro que a estratégia apresentada por Tarcísio Pugliese, para os dois confrontos da semifinal, funcionou.

O XV não marcou pressão. Deixou o adversário tocar a bola em seu campo de defesa, montando a primeira linha de combate com dois jogadores, um pouco à frente do meio-campo. Isso foi notório nas duas partidas contra o Mirassol. O adversário começava a tocar a bola e o XV acompanhava lateralmente, sem dar o bote. E quem usa essa proposta, de muitos toques, de pé em pé, uma hora acaba errando. Foi o que aconteceu na casa do adversário. O Nhô Quim não perdoou.

Após tomar um gol com menos de um minuto na primeira partida, o time piracicabano não se abalou, colocou em prática o que havia sido treinado e, sem desespero, buscou a virada. Depois, acabou cedendo o empate. Nos dois jogos, o Leão não conseguiu entrar tocando a bola na defesa do Alvinegro. O maior perigo que levava era nos chutes de fora de área e, convenhamos, como chutam bem! Em Piracicaba, apesar dos primeiros 15 minutos ruins e uma bola no travessão no segundo tempo, o Nhô Quim foi muito superior ao Leão.

Poderia ter sofrido menos se tivesse convertido em gols as chances que apareceram. Porém, suportou bem a pressão nos minutos finais, com um jogador a menos. Na final da Copa Paulista o adversário é o São Caetano, que possui a melhor campanha da competição. O XV somou apenas três pontos a menos e merece o mesmo respeito. O Nhô Quim não pode vacilar em casa. Para sagrar-se campeão, será preciso o mesmo empenho tático, a mesma raça, e principalmente, o mesmo apoio nas arquibancadas.

Chegou o momento de coroar um ano positivo para o XV, dentro e fora de campo, com a conquista de um título. O Alvinegro já garantiu uma vaga em uma competição nacional em 2020. O objetivo é a Série D do Campeonato Brasileiro. A festa mais uma vez está armada e os convidados, que se entristeceram na celebração anterior, não param de chegar. Desta vez, na hora dos parabéns e soprar as velinhas, que o Nhô Quim não nos decepcione jogando o bolo no chão.

Marcelo Sá é jornalista no Líder Esportes e na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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