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Futebol

‘Espero que o futebol feminino continue crescendo’

Após Copa do Mundo, atacante Geyse participa de bate-papo em Piracicaba

Geyse conversou com a reportagem do Líder Esportes no espaço Fruta Gurt (Foto: Caroline Castilho/Líder Esportes)

Ela tem apenas 21 anos, mas os números no futebol não condizem com a idade. Jogando pelo Benfica, de Portugal, a atacante Geyse Ferreira marcou 51 gols em 29 partidas na temporada 2018/2019 e garantiu uma vaga para a Copa do Mundo, que está sendo disputada na França. Foi a primeira participação de Geyse no Mundial com a seleção brasileira principal, que acabou sendo eliminada na prorrogação das oitavas de final pelas donas da casa, pelo placar de 2×1.

Na última terça-feira (25), a jogadora, natural de Maragogi (AL), desembarcou em São Paulo e veio direto para Piracicaba. No espaço Fruta Gurt, ela bateu papo com o público sobre a carreira. “A experiência foi incrível, apesar de eu ser a mais nova do grupo. Não tenho palavras para descrever a convivência com a Marta, Cristiane e a Formiga”, disse a atacante, que iniciou a trajetória no futebol de campo aos 15 anos, no time de Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco.

“A experiência foi incrível. Não tenho palavras para descrever a convivência com a Marta, Cristiane e a Formiga”

Em 2019, a Copa do Mundo de Futebol Feminino teve os jogos transmitidos pela TV aberta no Brasil, batendo recorde de audiência. No último domingo (23), o jogo entre Brasil e França foi assistido por mais de 35 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados pelo Ibope e confirmados pela Fifa. A partida é a mais vista na história do Mundial Feminino.

“Espero que a visibilidade do futebol feminino continue assim e cresça cada vez mais. A gente precisa de apoio para mostrar tanto talento que temos em nosso Brasil”, disse Geyse Ferreira, que antes de ir jogar em Portugal, ano passado, passou pelo União Desportiva Alagoano, Corinthians e Madrid CFF, na Espanha.

EVOLUÇÃO

Segundo a ex-jogadora do XV de Piracicaba e atual agente da Geyse, Nina Bueno, esse é o momento de maior evolução no esporte. “É a era do futebol feminino. Todos os times estão montando categorias de base, disputando campeonatos sub-18, sub-20. A gente sabe que era isso que faltava para o crescimento do futebol feminino. O meu objetivo também é resgatar a modalidade no XV de Piracicaba, vou lutar por isso”, concluiu Nina.

*Texto : Caroline Castilho

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