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Opinião

Enfim, concorrência?

*Capa: Arquivo/Líder Esportes

Em novembro, o XV de Piracicaba terá eleições. Celso Christofoletti pode tentar o terceiro mandato, o segundo consecutivo após suceder Rodrigo Boaventura, conforme prevê o estatuto. Pode, mas não deve. Precisa cuidar da saúde, e quem diz isso não é o colunista, mas pessoas ligadas ao atual presidente. Ele não consegue administrar com o equilíbrio necessário os incontáveis problemas que o clube enfrenta, no campo e sobretudo nos bastidores. Aqui não há nenhuma crítica ou demérito: a intensidade com a qual Christofoletti dirige o XV provocou o seu próprio desgaste. Algo natural.

A candidatura para reeleição não está descartada publicamente, mas, neste momento, é improvável. A pergunta mais óbvia: quem assumirá o XV de Piracicaba? O nome do ex-presidente Luis Beltrame foi cogitado, embora ele nunca tenha manifestado interesse em voltar. Não o vejo como presidenciável. Beltrame, que também enfrentou problemas de saúde em outubro de 2017, teria pouco a ganhar com a retomada do cargo. Vejo provável o retorno ao clube piracicabano, mas em posição diferente. Então, quem?

Renato Bonfíglio é o único que começou a campanha, em texto de português ‘alternativo’ publicado em A Tribuna Piracicabana. O ex-cartola deixou o Nhô Quim pela última vez em maio de 2016, após pedido de renúncia ‘forçado’ pela pressão dos torcedores, devido ao rebaixamento para a Série A2 do Campeonato Paulista. No artigo, Bonfíglio diz que ajudou no passado e segue contribuindo. É verdade. Recentemente, emprestou R$ 200 mil ao XV de Piracicaba. Ele encerrou a coluna publicada no jornal com a marca registrada de sua personalidade: “Em vez de ficar militando nas redes sociais, eu trabalho e estou atento a tudo e a todos. Fica a dica”.

Não dá para negar a importância histórica do ex-dirigente em época de vacas magras no Barão da Serra Negra, assim como não dá para apagar os graves erros que ele cometeu. A articulação nos bastidores provocará reação. Há duas formas de enxergar a candidatura de Bonfíglio. A primeira é interpretá-la como retrocesso, voltar ao passado próximo e que não deu certo; a segunda, conforme vê o colunista, é a de oportunidade. Há décadas, o Alvinegro não tem chapas concorrentes pela diretoria. Pensar diferente, acredite, é saudável. Quem sabe, não aparece o quarto nome?

A bola da vez está com os sócios.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do LÍDER

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