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Em ano de ‘superação’, Cutters têm nova baixa

Renan Righetto fratura antebraço em fatalidade e para por até cinco meses

Renan Righetto, running back do Piracicaba Cane Cutters
Renan Righetto vinha atuando como quarterback após a lesão de Yaggo (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Nos Cane Cutters, a palavra de ordem é superação. Desfalcado do quarterback Yaggo Brito, lesionado, o time piracicabano contou com atuação perfeita do sistema defensivo para vencer Limeira Tomahawk e seguir vivo na Taça 9 de Julho, competição organizada pela Fefasp (Federação de Futebol Americano de São Paulo). O resultado deixou aberta a segunda vaga do Grupo 2 do Interior para os playoffs, que será decidida na última rodada da fase de classificação. A nota negativa ficou por conta da grave lesão do running back Renan Righetto, substituto de Yaggo Brito, que fraturou o antebraço.

“Foi uma fatalidade”, resumiu Righetto. O lance aconteceu nos minutos finais do segundo quarto, quando os Cutters buscavam uma corrida pelo centro na quarta descida, com quatro jardas para conquistar. “Nós tínhamos pensado em simular o punt (chute), o meio fechou e eu corri pela esquerda para tentar a primeira descida, quando recebi um tackle absolutamente normal na perna. Mas, em vez de cair no chão, tentei amortecer a queda com o braço esquerdo”, contou o jogador, que fraturou rádio e úmero. “Fiquei aflito, mas não senti dor na hora. Fui removido rapidamente do campo pela ambulância, o pessoal foi muito profissional”.

ATENDIMENTO

O duelo aconteceu no Clube de Campo Empyreo, em Leme. Apesar do rápido atendimento no gramado, Righetto encontrou problemas no pronto-socorro ao qual foi levado. “É precário. Fiquei na maca aguardando a médica e, quando ela veio, pediu o raio-X errado. Depois, esperei mais uma hora e meia, pois não tinha ortopedista de plantão. Coloquei uma tala e fui transferido”, contou o running back. Em Piracicaba, porém, Righetto elogiou o tratamento recebido primeiro no COT (Centro de Ortopedia e Traumatologia) e, na sequência, no HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana).

“Não tenho o que falar, fui internado e muito bem tratado, desde os procedimentos ao tratamento”, afirmou o atleta, que foi operado com êxito na última quinta-feira (20). A cirurgia para restituição e colocação de duas placas durou certa de quatro horas. “O pós-operatório foi o mais complicado, mas já recuperei boa parte da movimentação das mãos”, completou o atleta, que já deu início ao processo de recuperação. O prazo para voltar a jogar, contudo, varia entre três e cinco meses. Mais uma ‘dor de cabeça’ para a comissão técnica dos Cutters.

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