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Com o XV de Piracicaba fora da Copa Paulista e sem mais compromisso oficial no gramado em 2018, o assunto para o quinzista passa a ser as eleições em novembro. Os sócios vão eleger novos conselheiros, que se juntarão a outros, e escolherão em seguida o novo presidente e vice da diretoria executiva. Duas chapas anunciaram interesse em participar, lideradas por Ricardo Augusto Moura e Carlos Gomes da Silva, o Capitão Gomes.

É visível entre os torcedores a divisão de opinião. Ricardo Moura, atual vice-presidente, disputa com suporte (pelo menos teoricamente) dos atuais dirigentes e, naturalmente, com total conhecimento da real situação do Alvinegro. Sabe o que deu certo e errado até aqui. É normal pensar que vai procurar, se eleito, fazer melhor. No campo de jogo, o XV deixou a desejar e quanto ao lado administrativo, seria preciso conhecer de perto detalhes fundamentais, começando pela receita e despesa.

Capitão Gomes representa o que se chama de mudança. Pode trazer de volta personalidades já conhecidas, contudo, acredita-se que é ele, com sua mentalidade, quem vai ditar o ritmo dos trabalhos. Não conhecendo de perto os bastidores, a tática seria a de se cercar de gente com competência e experiência. Integrante do Exército Brasileiro no passado e atualmente vereador na Câmara Municipal de Piracicaba, o capitão tem se dado bem nos contatos em busca de apoio. Sua promessa é a de presidir um clube com planejamento. Sempre que conversa com alguém, tem em mãos papeis com muitas informações e números. Quer provar que seu projeto é estudado, discutido e confiável.

O ideal, para que toda Piracicaba ou todo torcedor tenha noção exata da visão dos dois candidatos, é criar oportunidade para que ambos exponham suas ideias. A imprensa pode fazer esse serviço com a transparência e tranquilidade. Tudo se daria na base das mesmas perguntas e condições. Correto também, é cada conselheiro ter absoluto conhecimento dos planos dos candidatos. Para isso, seria necessário serem sabatinados e nada impede essa providência. Reserva-se uma data para cada um, determina-se tempos iguais e os interessados se reúnem com os mesmos para tirarem dúvidas e satisfazer curiosidades. A única coisa que não pode acontecer, é o conselheiro votar motivado tão apenas pela amizade ou simpatia. O XV antes de mais nada é um clube (profissional) de futebol e não de amigos.

Roberto Morais é jornalista e deputado estadual

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