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Ginástica Rítmica

‘É uma relação baseada no amor pelo esporte e na lealdade’

Thaise Carvalho começou a praticar ginástica ainda criança. Hoje, continua ligada à Corpo Livre

Thaise Carvalho, Academia Corpo Livre
Thaise continua contribuindo com as atividades realizadas pela Academia Corpo Livre (Foto: Líder Esportes)

Em 2019, a Corpo Livre completou 26 anos de fundação. Responsável por introduzir a ginástica em Piracicaba, a academia já representou o Brasil no exterior, em 2002, no tradicional Festival Del Sole, em Riccione, na Itália. São várias as ginastas que passaram pelo local desde a criação, em outubro de 1993. Só uma delas, porém, participou de toda a trajetória iniciada por Hélio e Neusa Sacconi: a piracicabana Thaise Carvalho. “A conexão é muito forte, o que motiva a continuar é o amor”, contou a analista de projetos, que está com 31 anos.

A relação começou quando Thaise estava prestes a completar 6 anos de idade. Acompanhada pela mãe, ela estava em busca de uma atividade física para praticar. Foram várias tentativas frustradas, entre elas, futebol e natação. O primeiro contato com a Corpo Livre surgiu quase por acaso. “A minha família mora perto e vimos a academia um dia que estávamos andando na rua. Entramos para conhecer e, a partir desse momento, comecei. Eu estava no pré, depois fui para um colégio e a Cibeli (Sacconi, professora) dava aula lá também. Nunca saí. Morei fora para fazer faculdade, mas quando estava em Piracicaba, já ia para lá”, relembrou Thaise.

Thaise Carvalho, Academia Corpo Livre

Thaise participou de inúmeras competições e espetáculos pela Corpo Livre (Foto: Arquivo Pessoal)

A ligação dela com a Corpo Livre era tão estreita que, quando fazia algo errado, recebi um ‘castigo’ difícil de assimilar. “Meu castigo era não ir para a academia. Era o pior castigo (risos)”. Os primeiros passos foram na ginástica artística, mas Thaise logo passou para a ginástica acrobática. As apresentações prenderam a atenção da garota. “Nós sempre viajávamos, participando de festivais. A academia teve 16 espetáculos e eu participei de 15. Também participei de competições: comecei com uma dupla, depois formamos um trio na Lindagg (Liga Nacional de Desportos Acrobáticos e Ginástica Geral), mas o que eu gosto mesmo é de apresentar, do clima de ensaio. São quase 26 anos aqui. É a minha segunda casa”, afirmou.

Thaise viu passar muitas pessoas pela Corpo Livre. Ao longo dos anos, ela própria se transformou e hoje tem responsabilidades que não tinha quando criança. Atualmente, a analista de projetos auxilia Cibeli em duas turmas, além de participar em espetáculos e festivais. O que não mudou desde o primeiro dia de atividades foi a sintonia. “A paixão pelo esporte, a conexão entre as pessoas e a lealdade que existe aqui, não se constrói apenas em uma relação entre técnico e atleta. É algo familiar, me sinto tão segura quanto na casa dos meus pais”, disse.

Thaise Carvalho, Academia Corpo Livre

A relação de Thaise com a Academia Corpo Livre começou cedo, como mostra a imagem (Foto: Arquivo Pessoal)

MEMÓRIAS

Perguntada sobre quais momentos foram os mais especiais para ela, Thaise não foi capaz de destacar apenas um. “São muitos momentos. As viagens foram muito especiais, teve uma para Pouso Alegre (MG) que marcou bastante. Foram três ou quatro dias juntos, vivíamos intensamente isso. Alguns espetáculos também foram especiais, que fiz papéis de ginástica, como o ‘Pelo Ar’ e o ‘Aldeia Ideal’, no qual eu era um personagem caipira chamado Baco”, relatou. Mas, será que com o passar dos anos, ainda existe ansiedade para subir ao palco ou encarar os árbitros de uma competição?

“Com certeza”, respondeu. “O que eu mais gosto é a preparação e a dança, uma sensação inexplicável. É uma mistura de nervosismo, mas quando você entra no palco, acaba fluindo. Em dezembro, vamos ter o Troféu Corpo Livre, em Santa Bárbara d’Oeste, e vamos competir com um trio. A academia é minha família. Sempre gostei de esportes e ainda bem que eles existem. Meu sentimento é de amor e agradecimento. Até porque, não consigo sair: depois de todo espetáculo, quando acaba a apresentação, eu falo para a Cibeli que foi o meu último. Estou dizendo isso desde 2008 (risos)”, finalizou Thaise.

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