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Opinião

Dodô e Romarinho

Não é segredo. Cléber Gaúcho nunca escondeu a resistência para escalar Dodô como titular. A ausência de um cérebro no meio de campo, evidenciada nas seis primeiras rodadas da Série A2, quando Gilsinho e Barreto não produziram o suficiente para ganhar definitivamente a posição, somada ao excelente desempenho de Dodô nos jogos-treinos – foram cinco gols nas duas últimas atividades – convidaram ao seguinte questionamento: porque Cléber Gaúcho não dá a oportunidade para Dodô cumprir o papel de homem de ligação?

Contra o Velo Clube, Dodô teve a oportunidade. Mas, verdade seja dita, a chance apareceu em função do desfalque inesperado de Barreto, levado ao hospital em razão de uma virose. Com o número dez às costas, Dodô desperdiçou a ocasião: não conseguiu fazer o que dele se esperava e, pior, irritou o treinador em duas jogadas consecutivas no equador do primeiro tempo. Ao prender a bola demasiadamente, Dodô freou dois contragolpes – num deles, Carlinhos tinha total liberdade pelo lado direito.

Dodô tem qualidade, é inegável. Mas, parece não encaixar em uma equipe leve, cuja produtividade está intimamente associada à velocidade de seus jogadores. Para Dodô render o que pode, ele próprio terá de se adaptar. E como a competição é curta, má notícia para Cléber Gaúcho. A boa notícia, em contrapartida, é mais uma vez Romarinho. De novo, saiu do banco de reservas para decidir o jogo. Contra o Velo Clube, Romarinho jogou pelo meio, não pelos flancos, como quase sempre faz. Foi bem. Romarinho não é, em hipótese alguma, o camisa 10 que o XV busca, mas é o coringa que qualquer treinador quer.

Leonardo Moniz é jornalista e editor de conteúdo do LÍDER

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