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Diogo Soares inicia planejamento visando Jogos de Paris

Ginasta piracicabano aumenta ritmo de treinamento com o técnico Daniel Biscalchin na Pira Olímpica

Diogo Soares, ginasta da Academia Pira Olímpica
Diogo Soares deve voltar a competir apenas em 2022: foco nos Jogos de Paris (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Dois meses após chegar à final individual geral dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o ginasta piracicabano Diogo Soares já pensa em Paris, que será sede das Olimpíadas de 2024. O planejamento para o ciclo, que foi encurtado e terá duração de três anos devido à pandemia da Covid-19, foi traçado ao lado do técnico Daniel Biscalchin. De acordo com o treinador da Academia Pira Olímpica, o objetivo é encerrar a atual temporada em alto nível de treinamento, aumentando as dificuldades e inserindo novos elementos na série do atleta, que não deve competir mais em 2021.

“O que aumentou foi a vontade de ganhar. Não esperávamos participar dos Jogos de Tóquio, mas o Diogo ‘pegou’ uma final olímpica com um resultado muito bom, e ele é muito jovem. Isso mostrou que se continuar evoluindo, temos boas chances, mas é preciso trabalhar bastante. Depois de Tóquio, houve uma mudança significativa no código de pontuação, o que é natural. Nós temos que estar preparados para essas novas regras, montando as séries e elevando o nível de ginástica do Diogo. Vamos começar o ano totalmente focados na evolução para 2024”, afirmou Biscalchin.

Daniel Biscalchin, técnico de ginástica artística da academia Pira Olímpica

Daniel Biscalchin projeta séries com maior nível de dificuldade (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Juntos há 15 anos, atleta e treinador falam a mesma língua quando o assunto é planejamento. Feliz com o desempenho no Japão, o ginasta sabe o tamanho do desafio que terá pela frente, mas diz que encara o ciclo com tranquilidade. “Eu me cobro bastante, mas não é uma cobrança por resultados. Eu me cobro naquilo que eu tenho possibilidade de mudar no momento. E, neste momento, eu sei que preciso treinar mais. Isso é hoje. O futuro é algo que eu não coloco tanta expectativa, apesar de ter esse foco na Olimpíada. É uma forma de blindagem, a ginástica me ensinou isso”, falou.

Perguntado sobre a ‘ressaca olímpica’ e o nível em que se encontra dois meses após os Jogos, o ginasta piracicabano disse que ainda não atingiu 100%, mas está próximo do ideal. “A ‘ressaca’ acontece porque são quatro anos focado, com o objetivo na cabeça. Depois dos Jogos, foi o momento de descansar e ficar mais tranquilo, mas isso não pode durar muito, porque tem outro ciclo começando. Agora é hora de retomar o ritmo de treino e aumentar a força. Hoje, sinto que estou de 85% a 90% do que posso render, posso evoluir. Acredito que seja mais uma questão de cabeça, a mente precisa retomar o foco”, disse o ginasta, que não trata Paris 2024 como obsessão.

“Esse é um tema muito importante. Fiquei em 20º lugar do mundo na minha primeira Olimpíada e isso foi maravilhoso, uma sensação que eu ainda não consigo explicar em palavras, mas também sei que tenho que tomar bastante cuidado porque o processo da ginástica é lento, não dá para aprimorar um elemento em apenas um mês. É um esporte de paciência. Meu foco é 100% nas Olimpíadas, minhas preocupações mudaram, mas sei que preciso treinar o melhor possível para estar preparado. É um dia de cada vez, desempenhando o melhor a cada dia”, concluiu Diogo.

Diogo Soares, ginasta da Academia Pira Olímpica

Atleta e treinador trabalham juntos há 15 anos na Academia Pira Olímpica (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

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