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Opinião

Diego Spigolon, sinônimo de excelência

EDITORIAL

A medalha de prata conquistada por Hernani Veríssimo nos Jogos Pan-Americanos 2019, em Lima, no Peru, não é fruto do acaso. Como não foi o ouro trazido para Piracicaba por Natalia Brozulatto, quatro anos atrás, em Toronto, no Canadá. As conquistas têm explicação e a similaridade notória entre as duas façanhas alcançadas no karatê tem nome e sobrenome: Diego Spigolon, técnico da seleção brasileira feminina por méritos próprios, quase obcecado na busca pelo aperfeiçoamento, responsável maior pelo êxito do trabalho elaborado com o esporte na Noiva da Colina.

Diego Spigolon, justos sejamos, não exerce apenas a função de treinador. Vai muito além. Na desgastada e precária estrutura com a qual o esporte amador invariavelmente convive no Brasil, Spigolon brilha como facho de luz: entrega-se ao karatê a ponto de descuidar da própria saúde; em incontáveis ocasiões, abre mão do conforto que merecidamente construiu – e no qual poderia descansar – para planificar estratégias e desenvolver métodos aos que lhe concedem confiança. Ninguém conhece mais os seus atletas do que ele próprio, sempre disposto a contribuir. São palavras ditas pelos próprios atletas.

O labor diário com o esporte exige comprometimento, antes de qualquer outra virtude, quesito que é preenchido com primazia por Diego Spigolon. As proezas de Hernani Veríssimo e Natalia Brozulatto, legitimamente celebradas pelo que conseguiram, dão voz ao trabalho silencioso que é feito no tatame, dia após dia, com suor derramado longe dos holofotes. Enxergar somente o reluzir das medalhas é distorcer a caminhada percorrida; nos bastidores de cada pódio, escondem-se organização e sacrifícios.

A maestria de conduta no tatame, diga-se com entusiasmo, não se resume ao esporte de alto rendimento: a sublimidade igualmente se faz presente no trabalho de formação, forjado pela Associação Sport Way em parceria com a Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras), celebrado via chamamento público. Nas atividades gratuitas, com crianças e adolescentes que ainda dão os primeiros passos na modalidade, é fácil visualizar no sensei a equivalente seriedade que emprega numa competição de nível elevado. Não é paixão. Aquele que enfrenta desafios nas mais variadas esferas, renunciando a si próprio pelo bem do karatê, só pode estar movido pelo amor.

Piracicaba tem o privilégio de contar com um homem chamado Diego Spigolon.

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