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Dia do Desafio pode ter ‘reforço’ de projetos

Trabalho realizado pela capoeira começa a dar resultados em Piracicaba

Araxá Capoeira, Cultura & Esporte
Mestre Nelinho comanda o trabalho no Centro Comunitário do Jupiá (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Piracicaba enfrenta Aracaju nesta quarta-feira (30), data em que acontece o Dia do Desafio 2018. No duelo com a capital de Sergipe, a expectativa é de que a população piracicabana participe mais uma vez ativamente, com eventos programados, adesões de grupos organizados e participações individuais. De acordo com dados do Sesc, 65,82% dos piracicabanos fizeram em 2017 algum tipo de atividade física nesta data, sendo os exercícios rotineiros ou especificamente realizados para o Dia do Desafio.

Responsável pelo desenvolvimento de três projetos que envolvem as modalidades de boxe, capoeira e kickboxing, o Centro Esportivo MR estuda a possibilidade de levar as atividades dos núcleos para o Ginásio Municipal Waldemar Blatkauskas no Dia do Desafio. A programação incluiria apresentações e aulas de boxe e kickboxing, no período da tarde, abertas à comunidade. Além de contribuir com a Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras), a iniciativa visaria também a divulgação do trabalho e dos núcleos.

No período noturno, o Centro Esportivo planeja a realização de roda de capoeira, que também seria aberta ao público. A programação, entretanto, está ligada à greve dos caminhoneiros. A falta de combustível pode cancelar as atividades. Os três projetos foram aprovados via chamamento público e são financiados pela Prefeitura de Piracicaba, atendendo as determinações do Marco Regulatório (Lei Federal 13.019/2014). “É o primeiro trabalho que estamos realizando em parceria com o Centro Esportivo e a Selam, uma experiência nova e positiva. Ainda é cedo, são três meses, mas as coisas estão acontecendo. Nosso espaço está de portas abertas a qualquer interessado”, disse Nélio Maia, o mestre Nelinho, um dos condutores do projeto Araxá Capoeira, Cultura & Esporte.

FORMAÇÃO

Desde 1996 na capoeira, Nelinho é responsável pelas atividades no Centro Comunitário do Jupiá, com aulas gratuitas às terças e quintas-feiras, das 20h às 22h. Não há restrição de idade para participar. Atualmente, o grupo conta com média de 30 alunos por período. O trabalho, inclusive, já trouxe os primeiros resultados: há duas semanas, os jovens Guilherme Otávio e Letícia Souza Maia conquistaram a prata no 3º Campeonato Intermunicipal de São Pedro, realizado pela Associação Legado Negro. As medalhas vieram nas categorias infanto-juvenil e infantil, respectivamente.

“Eu não saberia dizer exatamente o que significa a capoeira, mas a vejo como uma ferramenta de formar cidadãos, algo que conduz ao bom caráter e ao respeito. Vejo jovens aqui que, com o tempo, estão assimilando isso. A capoeira para mim é um meio de transformar vidas”, afirmou Nelinho, que vive o esporte intensamente. “Não há nada que eu faça que eu não pense em capoeira. Aqui, nós estimulamos o estudo da cultura, a história e a pesquisa. O capoeirista não pode ter mente vaga, queremos formar capoeiristas completos”, finalizou.

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