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Opinião

Desafios

*Capa: Líder Esportes

O XV de Piracicaba trabalha na montagem do elenco para 2019. A nova diretoria, comandada pelo Arnaldo Bortoletto e Matheus Bonassi, tem grandes desafios pela frente. A missão é espinhosa, pois o futebol exige muito. O bom resultado está atrelado à competência, dinheiro e também sorte. Quer dizer, está muito longe de ser uma ciência exata, matemática. É esporte evidentemente, mas conduzido pela dedicação e motivado pela paixão. Se o que é pensado e será feito dará certo, será possível saber apenas no fim. Contudo, para eliminar problemas, exige-se sempre mais, o máximo de cada um, seja dirigente, técnico ou atleta. O conjunto funcionando, com o menor número de falhas possível, é o único caminho recomendável ao sucesso.

Arnaldo e Matheus começam com a responsabilidade de provar que são pessoas certas para o lugar certo. E, com certeza, para vingar, precisarão nortear os objetivos, as cobranças, em cima da diretoria de futebol e de todos os demais departamentos, sejam eles das categorias de base, de outra área qualquer, administrativa ou médica. Desafios sim. O XV decidiu pensar grande. Planejamento é o alicerce. Planos para dois campeonatos (Série A2 e Copa Paulista) com olho também em 2020.

Então, há muita coisa para ser organizada e executada. Se tudo for feito da melhor forma possível já existe riscos, imagine com falhas não corrigidas. Sempre lembrando que o futebol profissional não perdoa. Então, bem simples: se alguém não funcionar, simplesmente troca.

Qualquer cidadão bem informado conhece Arnaldo Bortoletto e Matheus Bonassi. Indispensável apresentações. Profissionais competentes e pessoas igualmente respeitadas e queridas. Mas, quando o assunto é futebol profissional e envolvendo uma instituição centenária e expressiva como o XV, o sentido muda. Pode dar certo? Claro que pode, mas, para tanto, o XV não pode contar apenas com a competência da sua diretoria, funcionários, comissão técnica e atletas. É necessário mais. A cidade precisa se mexer e os quinzistas cobrarem envolvimento de seus amigos e colegas. Da sociedade. Se colocar como mero espectador ou palpiteiro, não resolve. Pelo contrário. É dispensável.

No futebol de hoje não existe mais espaço ou tempo para improvisação. Nem mesmo idealismo. E, nos dias atuais, pessoas sérias, casos do Arnaldo Bortoletto e Matheus Bonassi, por exemplo, deixarem trabalho e família para cuidarem de futebol profissional, no interior, é prova maior de coragem e amor pelo clube que têm no coração.

Roberto Morais é jornalista e deputado estadual

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