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Futebol

De 2010 a 2020: os melhores do XV de Piracicaba

Em enquete com quase 2 mil votos, torcedores elegem craques de cada posição

*Imagens: Maurício Bento & Michel Lambstein | Edição e Texto: Leonardo Moniz

Em enquete realizada pelo LÍDER entre os dias 30 de março e 7 de abril, os torcedores do XV de Piracicaba elegeram a equipe ideal do clube nos últimos dez anos, considerando o período 2010/2020. No total, a pesquisa feita nas redes sociais com os leitores do site registrou 1.902 votos válidos, teve 552 comentários, e contou com o envolvimento real de 5.377 pessoas, segundo dados fornecidos pelo Facebook. Foram realizadas oito perguntas com 52 nomes indicados, divididos por posição. A seguir, apresentamos os jogadores e o treinador eleitos pelos torcedores para o ‘time da década’ do XV de Piracicaba:

GOLEIRO: ROBERTO (VOTOS: 41%)

Eleito o melhor goleiro do XV de Piracicaba nos últimos dez anos, Roberto teve passagem curta, mas marcante pelo clube, em 2015, sendo peça fundamental na recuperação da equipe, que saiu da zona de rebaixamento para conquistar a classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista. Na enquete, Roberto venceu uma disputa acirrada com Mateus Pasinato – foram apenas seis votos de diferença. Luiz Fernando, Mota e Wanderson Tigrão também foram lembrados pelos torcedores.

Roberto, goleiro do XV de Piracicaba

“A passagem que tive pelo XV significou muito em minha carreira e, principalmente, para a minha vida. Além de termos feito uma bela campanha no Paulistão, nos recuperando de uma situação que diziam ser irreversível, conseguimos chegar à segunda fase da competição, meta que o XV não alcançava há muitos anos. Conheci pessoas espetaculares que me respeitaram e me trataram como se fosse um atleta criado no clube, tenho saudades delas. Embora tenha sido uma passagem curta, ficou marcada e é uma história que eu sempre conto, com muito orgulho e carinho, pois foi espetacular”, relembrou Roberto.

“O momento mais marcante que tive no XV de Piracicaba foi a minha estreia (contra o Botafogo de Ribeirão Preto). Digo isso porque naquela época eu vinha de três meses treinando em casa, sem clube. Me ligaram numa terça-feira e eu fiz a minha estreia no domingo. Isso foi algo que eu jamais imaginaria viver em minha carreira. Aconteceram outros momentos que marcaram, mas, por tudo que a estreia envolveu, destaco aquele jogo como o mais importante pelo XV”, comentou.

LATERAL-DIREITO: VINICIUS BOVI (VOTOS: 65,5%)

Peça fundamental no XV de Piracicaba entre 2010 e 2013, Vinicius Bovi venceu a disputa na lateral direita contra Jéfferson Feijão, Ednei e Éder Sciola. “Foi uma época muito boa da minha carreira, onde consegui um acesso e um título que com certeza ficarão marcados pelo resto da minha vida. Tenho um carinho enorme pelo XV de Piracicaba e pela sua torcida. O momento mais marcante que tive no clube, com certeza, foi o título de 2011 (Série A2). O nosso grupo era muito unido e fizemos um ótimo Campeonato Paulista”, disse Bovi, que hoje defende o Clube Esportivo Bento Gonçalves-RS.

ZAGUEIRO: RODRIGO (VOTOS: 29,4%)

Rodrigo foi o segundo zagueiro mais votado na enquete, mas poucos defensores foram tão decisivos como ele na passagem pelo time piracicabano. Campeão da Copa Paulista em 2016, Rodrigo marcou o gol que levou a decisão contra Ferroviária para os pênaltis, em Araraquara, e foi o encarregado pela cobrança que garantiu o título. Em 2017, um gol de cabeça nos últimos segundos da última rodada contra a Portuguesa, no Barão da Serra Negra, livrou o Alvinegro do rebaixamento para a Série A3 do Estadual.

“O XV é um clube que aprendi a amar, onde tive muitos momentos felizes e vivi coisas que agregaram na minha vida profissional e pessoal. Torço muito pelo XV de Piracicaba ainda hoje. Tive o privilégio de trabalhar com pessoas de caráter ímpar, como o Marlon, o Cléber (Gaúcho), seu Paulo (Moraes), as tias da cozinha, o pessoal da loja, do setor administrativo. Quando se fala em XV, envolve tudo isso, envolve as pessoas que fazem o clube no dia a dia. Foi um privilégio. Vou levar isso para sempre comigo. Vestir essa camisa tão pesada significa muito”, afirmou o zagueiro, que está no Santo André.

“Acho que fiquei marcado positivamente no XV, conquistei um título e fiz um gol na final que ajudou a conquistar a Copa Paulista. Isso acaba pesando, mas foram muitas situações marcantes. Contra a Portuguesa, em 2017, se não sai o gol naquele momento, poderia ficar marcado por algo negativo, mas fomos felizes e nos livramos do descenso. No mesmo ano, também teve o gol contra o São Paulo-RS, que poderia ter dado a vaga na segunda fase da Série D do Brasileiro, mas isso infelizmente não aconteceu. Foram muitos momentos marcantes, mas pensando pelo lado positivo, acredito que fazer o gol que levou uma final para os pênaltis e fechar a série com o gol que decretou a conquista nos pênaltis, pesa um pouquinho”, completou.

ZAGUEIRO: ALEMÃO (VOTOS: 31%)

Há mais de um ano no Alvinegro e dono de um ‘canhão’ no pé direito, Gilberto Alemão foi o mais votado entre os zagueiros pré-selecionados pelo LÍDER. A concorrência não foi fácil: além de Rodrigo, Alemão superou defensores que têm história ‘pesada’ no XV de Piracicaba, casos de Marcus Vinícius e João Paulo, dupla titular no principal ciclo vitorioso do clube no período considerado, entre 2010 e 2011. Diego Jussani, Fábio Sanches, Leonardo Luiz e Rafael Santos também foram votados pelos torcedores na enquete.

Gilberto Alemão, zagueiro do XV de Piracicaba, comemora o gol marcado contra o Juventus, pela Série A2 do Campeonato Paulista

“Sinto muita satisfação em poder jogar no XV de Piracicaba. Acompanhei o clube algumas vezes no Campeonato Paulista e também já o enfrentei em algumas oportunidades. É um time com muita tradição e, sem dúvidas, uma equipe que está marcada na minha vida, pois é pela qual fiz mais gols até hoje. Porém, ainda falta uma conquista para essa passagem ficar ainda mais marcada”, disse Alemão, que recordou dois momentos que já ficaram gravados em sua trajetória no Nhô Quim.

“Um muito triste e outro de felicidade e alívio. O primeiro foi a perda do acesso (para a Série A1 do Paulista) em casa (contra a Inter de Limeira, em 2019). Foi muito dolorido ver todo nosso trabalho, desde o início da pré-temporada, desabar em dois, três minutos. O momento feliz e de alívio foi a semifinal (da Copa Paulista, em 2019) contra o Mirassol, que vencemos com todas as adversidades da confusão no final do jogo, quando um jogador nosso foi expulso. Depois ainda teve mais dez minutos de acréscimos. No final, vimos a alegria de todos os jogadores, comissão técnica, diretoria e também de toda a nossa torcida, que cantou e chorou no estádio”.

LATERAL-ESQUERDO: CARLETO (VOTOS: 47,3%)

Emprestado ao XV de Piracicaba pelo São Paulo, o lateral-esquerdo chegou ao Barão da Serra Negra quando o time piracicabano atravessava um momento complicado na elite do futebol estadual, em 2016. Apesar das boas atuações de Thiago Carleto, que foi titular em oito partidas com a camisa zebrada, o Alvinegro não escapou do rebaixamento para a Série A2 do Paulista. Na enquete, Carleto obteve 17 votos a mais do que Givanildo, jogador muito identificado com o XV, mas que também atuou como meio-campista. Fernandes, titular em 2015; Ceará, campeão paulista da Série A2, em 2011; e Samuel, campeão da Copa Paulista 2016, completam a lista dos votados.

Thiago Carleto, lateral-esquerdo do XV de Piracicaba

VOLANTE: CLAYTON (VOTOS: 36,1%)

A pergunta que mais recebeu votos na enquete foi sobre os volantes. A disputa reuniu jogadores como Adilson Goiano, Bruno Formigoni, Fraga, Foguinho, Gilson, Glauber, Jordy Guerreiro e Simião, mas nenhum foi tão votado quanto Clayton, capitão do XV de Piracicaba na conquista da Copa Paulista de 2016. “Jogar no XV significou muito para mim. Primeiro, porque sou piracicabano, nascido e criado aqui. Segundo, porque fui formado nas categorias de base. E terceiro, porque vivi ouvindo o XV pela rádio com meu avô, que era um fanático torcedor, que não perdia um jogo, dentro e fora de casa. Então, aprendi a gostar do XV desde pequeno”, comentou o volante, que atualmente joga no futebol gaúcho.

“Sempre me imaginei jogando aqui, com o Barão lotado. Como jogador, eu queria muito ganhar um título. Graças a Deus, tive esses dois sonhos realizados. O XV foi o clube que abriu as portas para começar minha carreira. Só tenho a agradecer aos torcedores, companheiros, técnicos, diretores e presidentes. Agradeço a todos que, nesses anos que fiquei no clube, tive a oportunidade de conviver. Minha gratidão é eterna”, disse o volante, que elege sem pensar o melhor momento vivido no Alvinegro. “Sem dúvida nenhuma, foi o título da Copa Paulista de 2016”, completou Clayton. Logo após levantar a taça em Araraquara, o capitão quinzista pegou um jatinho, viajou para Piracicaba e, na mesma noite do título, se casou.

Clayton, volante do XV de Piracicaba

VOLANTE: GLAUBER (VOTOS: 30,6%)

Elegante com a bola nos pés, Glauber tem lugar cativo na memória dos torcedores do XV de Piracicaba. Importante como zagueiro, Glauber foi fundamental no meio-campo do time que conquistou o título da Série A2, em 2011, além de ter sido um dos líderes do elenco que recolocou o Nhô Quim na elite do futebol paulista após quase duas décadas. “Ter jogado no XV realmente foi um presente de Deus para mim. Foi o clube por onde mais joguei na minha carreira. Minha família e eu gostamos tanto de morar em Piracicaba, que hoje somos cidadãos piracicabanos. Só tenho que agradecer a Deus por ter me dado a oportunidade de jogar nesse clube de uma das torcidas mais apaixonadas que já vi”, falou.

A partida que mais o marcou no Alvinegro, porém, não aconteceu em 2011, e sim no ano seguinte, em Mogi Mirim. “Em cinco temporadas, fica difícil escolher o momento que mais me marcou no XV de Piracicaba. Um deles, que marcou muito, foi a batalha de Mogi Mirim, onde nosso torcedor encheu o estádio do adversário, com mais de 3.500 quinzistas nos ajudando a conquistar permanência em 2012. Graças a Deus, permanecemos na primeira divisão do Campeonato Paulista com um empate por 2×2. Tenho marcado na memória com muito carinho essa grande batalha”, finalizou.

Glauber, volante do XV de Piracicaba

MEIA: ANDRÉ CUNHA (VOTOS: 34%)

Ídolo do XV de Piracicaba, André Cunha foi eleito pelos torcedores como o melhor meia que passou pelo clube no período 2010/2020. Campeão paulista da Série A2 em 2011 e autor do primeiro gol do time piracicabano na elite estadual após 17 anos, André Cunha disputou mais de 120 partidas pelo XV e conquistou o respeito do torcedor quinzista com assistências e gols, mas também com muito comprometimento. A trajetória rendeu uma série de homenagens, incluindo o lançamento de uma camisa especial, em 2019.

“Todos sabem que o XV é o time mais importante que eu joguei, por todas as coisas que aconteceram nesse clube, toda a identificação que criamos. Foi o lugar que eu fui mais feliz e sempre digo isso. Para mim, foi uma experiência única, que vai ficar guardada na memória e no coração. O XV e a cidade de Piracicaba têm uma importância muito grande na minha vida”, declarou André Cunha, autor de 22 gols com a camisa zebrada. Perguntado sobre os momentos mais marcantes que viveu no Alvinegro, o meia relembrou cinco episódios.

André Cunha, jogador do XV de Piracicaba

“São muitos momentos. O título da Série A2, da forma que aconteceu, com aquela equipe e após 16 anos, nunca vai ser apagado. O gol que fiz contra o Santos, na volta ao Paulistão, foi bastante especial. Também não esqueço a campanha que a torcida fez para eu voltar ao XV, aquilo mexeu comigo, fiquei muito feliz. Teve o jogo que voltei da minha lesão, contra o Ituano, por tudo que sofri, e conseguir retornar, jogar, dar um simples passe e sentir o carinho do torcedor novamente. Outro fato marcante foi em 2013, quando eu estava no União Barbarense, no jogo em Santa Bárbara d’Oeste, quando a torcida do XV gritou o meu nome. Eu não estava em campo, mas a torcida cantou meu nome contra o time que eu jogava, isso é algo que nunca vi em um time do interior. São muitos momentos, todos especiais”, recordou.

MEIA: RICARDINHO (VOTOS: 29,6%)

Craques como Diguinho, Daniel Costa, Marlon e Tony estavam na parada, mas a dupla escolhida pelos torcedores para formar o melhor meio-campo do XV nos últimos dez anos foi André Cunha e Ricardinho. Ídolo do Ceará, onde começou a construir sua história em 2013, Ricardinho deixou saudades no Barão da Serra Negra. Ao saber do resultado da pesquisa, nesta terça-feira (7), o meia não escondeu a felicidade. “Que bacana! Fico muito lisonjeado em estar nesse time da década. O XV foi marcante para minha vida!”, disse.

“O período que joguei no XV foi muito bacana. Nós temos um grupo de WhatsApp de quem jogou naquela época. O Bovi colocou nesses dias atrás, lá no grupo, um vídeo bem legal do nosso título. Para mim, foi uma grande oportunidade para aparecer no cenário do futebol, São Paulo é uma grande chance para isso. Formamos um excelente time, que era barato na época, mas o nosso vestiário era muito bom. A amizade e parceria foram demais, e isso refletiu dentro de campo. Foi a partir daquele time do XV que as coisas começaram a acontecer na minha carreira, jogamos em 2012 a primeira divisão do Paulistão e conseguimos deixar o XV na elite. Fui o artilheiro do time, ao lado do Adílson, com cinco gols. Guardo com muito carinho no coração esse tempo que eu estive em Piracicaba”, contou Ricardinho.

“Os dois anos que passei no XV foram muito marcantes. Em 2011, conseguimos conquistar o título da Série A2, fazia anos que o clube não vencia, que não disputava a Série A1. Foi muito especial pelo grupo que tínhamos, pelo clube, todo o staff. Em 2012, jogamos no mais alto nível do principal estadual do Brasil, só tinha jogo bom, contra os grandes e times muito fortes no interior. A partida da permanência, contra o Mogi Mirim, me marcou muito. Ficamos cinco jogos sem vencer com o Estevam (Soares, técnico), quando ele chegou, mas depois conseguimos ganhar as partidas que precisávamos e nos salvamos com o empate no último jogo. Nossa torcida lotou o estádio em Mogi Mirim. Foi demais”, destacou o meia.

ATACANTE: PAULINHO (VOTOS: 29,1%)

A disputa entre os atacantes foi a mais acirrada da pesquisa realizada pelo LÍDER. A enquete reuniu artilheiros e campeões pelo clube, como Adílson, Fábio Santos e Rafael Gomes, e jogadores com passagem relevante no XV, como Cafú, Éverton, Geraldo e Raphael Macena. Porém, os dois primeiros colocados na votação têm o nome em comum: Paulinho. O primeiro viveu de tudo um pouco no Alvinegro. Criticado pelo mau início, se despediu como ídolo dos torcedores após ser fundamental nos acessos conquistados pelo XV em 2010 e 2011, antes de brilhar com a camisa do Flamengo, na conquista da Copa do Brasil em 2013.

“O XV de Piracicaba foi o time mais importante da minha carreira. Foi o início de tudo para mim, foi o trampolim para o Flamengo, para disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. O clube me proporcionou muitas coisas boas, sou muito grato a tudo que eu vivi no futebol e fico muito feliz por ter sido lembrado”, afirmou Paulinho. “O momento mais marcante para mim foi na Série A3, quando nosso time não vinha bem e eu era muito cobrado por não fazer boas partidas. Mas, no quadrangular final, eu joguei bem e fiz gols importantes, nossa equipe conseguiu o acesso para a Série A2. O que mais me marcou foram os dois gols contra o Comercial de Ribeirão Preto, no Barão. Só tenho boas lembranças no XV, tanto que moro na cidade desde 2009”, complementou.

ATACANTE: PAULINHO GUERREIRO (VOTOS: 19,5%)

Paulinho Guerreiro marcou sete gols em 2015 com a camisa do Alvinegro na Série A1, número que o credencia como maior artilheiro do clube em uma edição do Paulistão neste século. Atualmente no Hammarby-SUE, o goleador faz história na Suécia, mas não esconde o carinho pelo time piracicabano. “Foi tudo perfeito no XV, muito especial mesmo. Não digo só para mim, mas também para a minha família e, principalmente, os meus pais. O sonho deles era que eu jogasse uma primeira divisão no Brasil, ainda mais no Paulistão, que é o principal torneio estadual. Eu consegui isso no XV, foi histórico para a minha carreira”, relatou.

“Eu já tinha jogado contra o XV pelo São José, na Série A3, e o XV sempre teve bastante torcida. Cheguei em Piracicaba e fui super bem recebido. Quando volto ao Brasil nas férias, minha esposa sempre fala de ir comer um peixinho na Rua do Porto (risos). Ela me fala até hoje que, se eu voltar para o Brasil, é para eu jogar no XV de Piracicaba, para você ter ideia de como o clube marcou na vida da minha família. Eu tento acompanhar sempre que posso, sigo no Instagram, vejo alguns jogos pela Internet. A zebrada significou muito, caiu muito bem em mim”, disse o atacante, que coleciona na memória várias histórias no Nhô Quim.

“Teve o gol contra o Corinthians, que nos classificou, mas o que marquei no Audax, fora de casa, foi um pouquinho mais importante porque entramos em campo com um peso que era de lutar para não cair ou classificar. Fiquei muito feliz também quando fiz o gol na vitória contra a Ponte Preta, em um clássico. Lembro que tinha um bar perto do Barão e quando eu estava saindo do estádio, alguns torcedores me levaram junto com minha esposa e meu compadre para lá. Rapaz, achei que eles iriam me bater (risos). Aquele dia falaram que eu era ídolo, que eu tinha que ir lá com eles. Acho que fui feliz no XV porque sou uma pessoa criada no meio do povão. Sou jogador genérico, esforçado (risos)”, continuou Paulinho Guerreiro. “Tudo que fiz pelo XV foi na raça, no estilo XV. Gostava demais de jogar em Piracicaba”, finalizou.

TÉCNICO: MOISÉS EGERT (VOTOS: 71,6%)

Moisés Egert é nome indiscutível para os participantes da enquete: ele foi escolhido por quase 72% dos eleitores que votaram para eleger o melhor técnico do XV nos últimos dez anos. O comandante assumiu o clube numa situação crítica: a zona de rebaixamento para a quarta divisão. Depois de 104 jogos, Moisés deixava o Alvinegro na primeira divisão do Paulista, com dois acessos e um título conquistados. “Cheguei ao XV como atleta, em 2002, e posso falar que Piracicaba me deu tudo que eu tenho hoje: família, amigos, é a cidade onde eu moro. No pós-carreira, essa porta foi aberta como membro da comissão técnica, auxiliar e, consequentemente, como treinador”, falou.

“A história que tive no clube foi o alicerce da minha carreira profissional. Eu era muito novo, acreditaram em mim e houve um retorno. Foram mais de 100 jogos e conseguimos fazer uma história muito bonita. Pegamos o clube na A3 e deixamos na A1. O XV é muito especial para mim, nunca escondo o carinho pelo clube e me considero um treinador ‘prata da casa’. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa história. Receber essa notícia de ser escolhido pela torcida, depois de muitos anos… confesso que estou muito emocionado com isso. Desde que saí, muitos treinadores super competentes estiveram no XV, é muito bom receber essa notícia”, garantiu o comandante, que faz excelente trabalho no Marcílio Dias-SC.

Moisés Egert, técnico do XV de Piracicaba

“Foram vários momentos importantes em mais de 100 jogos. No início, o XV vivia um momento muito delicado financeiro e no campo. Assumi efetivamente em 2010, acompanhei todo aquele processo. Como esquecer o acesso em Ribeirão Preto para a Série A2, a batalha do Palma Travassos! Foi muito tempo na Série A3, eu era auxiliar, depois interino, fui efetivado, estávamos na última colocação e terminamos com o acesso do jeito que foi. Que história! Na sequência veio o acesso na Série A2 com o título, após 16 anos sem jogar na Série A1. Foram os dois momentos mais importantes que nós vivemos e que tive o prazer de ser o comandante. Sempre digo que fui apenas uma peça nessa engrenagem e, felizmente, tudo funcionou”, relembrou Moisés.

XV DE PIRACICABA 2010/2020

XV de Piracicaba 2010/2020

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