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Opinião

Daniel Costa fez três, mas que partida do Macena!

*Capa: Michel Lambstein/Líder Esportes

O XV de Piracicaba venceu a Portuguesa por 3×2, nesta segunda-feira (7).

Pode empatar no Canindé, na próxima segunda (14), para avançar às semifinais da Série A2.

No Barão da Serra Negra, o Nhô Quim largou mal, perdia por 2×0, mas virou com três gols de Daniel Costa.

O primeiro, em pênalti que não aconteceu.

O segundo, em pênalti interpretativo: bola na mão ou mão na bola? Bem apitado para o colunista.

O terceiro, tramado pela direita, com as assinaturas de Jéfferson Feijão e Raphael Macena. Pintura!

A verdade é que eu não gostei do time que o Evaristo Piza escalou para o jogo. Paulão improvisado na lateral-esquerda é sintoma de proposta reativa, no máximo especulativa, não de proposição.

Também não gostei da titularidade de Kadu. Preferia Érison, mas reconheço que Kadu fez uma boa partida. Enfim, estreou na A2. 

A Portuguesa, no início, propôs. E teve facilidade para encontrar os buracos entre as linhas quinzistas.

Guilherme Nunes passeou como se estivesse caminhando pelo jardim antes de cruzar para Diego Rosa, 1×0.

Gabriel Soares errou muito na saída de bola. Num dos erros, Guilherme Nunes roubou, tabelou com Lúcio Flávio e recebeu na área para ampliar, 2×0.

O XV estava mal.

Precisava parar e se organizar.

Eis que no céu ensolarado de Piracicaba surgiu um drone que forçou a paralisação.

Bendito drone.

O empate veio com dois pênaltis que renderam reclamações abundantes da imprensa paulistana. 

O juiz, Leandro Silva, foi xingado com eloquência por torcedores da Lusa.

Xingado, inclusive, por torcedores que usam microfones. “Ladrão”. “Safado”.

Microfones que, curiosamente, dão de ombros para o interior e rogam pelo fim do Estadual. 

Imagine, caro leitor, o tamanho da pressão que será exercida ao longo da semana. A vida do XV, não tenho dúvidas, será dura em São Paulo.

A atuação do árbitro foi ruim, mas foi ruim do início ao fim. É algo frequente.

Prazer, colegas: Série A2.

O que você não lerá nas crônicas da capital é que o segundo tempo do XV foi muito superior ao da Portuguesa, que morreu no intervalo.

Daniel Costa fez três gols. Como não dizer que foi o melhor em campo?

Direi o que vi: que partida do Macena!

Brigou a cada bola, ajudou na recomposição, participou ativamente dos gols, levou perigo na finalização, atraiu a marcação jogando na referência, serviu Kadu quando caiu pela esquerda, ajudou Caio Mancha ao flutuar pela direita.

Faltou o gol.

Não faltou nada mais.

Para eliminar a Portuguesa, que continua sendo favorita à vaga, o XV precisará de onze ‘Macenas’ ralando a cara na grama do Canindé.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do LÍDER

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