fbpx
Opinião

Dá gosto de ver

Tem de admitir: dá gosto de ver o Flamengo jogar! O time do português Jorge Jesus tem muitas qualidades. Uma delas é o fato de pressionar os 90 minutos a saída do adversário quando não está com a bola, ao mesmo tempo em que não fica vulnerável no setor defensivo. Isso é possível devido a um condicionamento físico invejável. Mas a obediência tática impressiona também no campo defensivo. Em nenhum momento do jogo desta quarta-feira (2), na Arena do Grêmio, a equipe da casa ficou no mano a mano com a defesa rubro-negra.

Outra qualidade que salta aos olhos no Flamengo é a posse de bola. O time não erra passe e, assim, fica a maior parte do tempo com o comando do jogo. A aproximação dos jogadores colabora para esse controle: sempre há mais de um atleta onde está a bola e, assim, as triangulações são facilitadas. Esse é o Flamengo, que ainda conta com talentos como Gabriel Barbosa, Arrascaeta, Bruno Henrique e Everton Ribeiro, entre outros.

No final, o placar de 1×1 caiu do céu para o Grêmio, que não justificou a alcunha de ‘time com o futebol mais bonito do Brasil’, batizada por seu técnico, Renato Gaúcho. Ao contrário do que vinha fazendo em partidas anteriores, o Imortal foi presa fácil para o Flamengo, que ainda teve três gols anulados (corretamente) pelo VAR.

A decisão no Maracanã será somente daqui a três semanas. O time carioca passa à final da Libertadores com um empate sem gols. Para ter alguma chance, o Grêmio tem de balançar a rede rubro-negra no Rio de Janeiro. Empate por 1×1 leva a decisão para os pênaltis; igualdade por mais gols dá a vaga ao Tricolor dos Pampas. E, logicamente, quem vencer leva a vaga e se garante na decisão, em novembro. Vale lembrar que a final deste ano será em jogo único, em Santiago, capital chilena.

O brasileiro na decisão da Libertadores vai encarar um dos dois gigantes da Argentina: River Plate ou Boca Juniors. O River, que é o atual campeão da América, venceu a primeira partida por 2×0, em sua casa, no Monumental de Nuñez, e agora poderá até perder o duelo de volta, na Bombonera, por 1×0, que estará novamente na final. Já a equipe de Carlitos Tevez terá de lutar muito para, ao menos, devolver os 2×0 para forçar a decisão por pênaltis.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

Voltar