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Futebol

Da expectativa à tristeza, torcida é fiel ao Nhô Quim

Clube teve média de aproximadamente 3.400 torcedores por jogo na Copa Paulista

Apesar da derrota em casa, o XV levou cerca de 600 torcedores ao Grande ABC (Foto: Michel Lambstein)

Cerca de 600 torcedores alvinegros compareceram ao Estádio Municipal Anacleto Campanello, de acordo com a Polícia Militar, no último sábado (16), para assistir ao empate por 1×1 entre São Caetano e XV de Piracicaba, resultado que deu ao time do ABC o título inédito da Copa Paulista. De Piracicaba, saíram 12 ônibus, além de carros e vans que encararam pouco mais de 340 km de estrada (ida e volta), confiantes em um bom desempenho do Alvinegro. A torcida quinzista, aliás, fez a diferença mais uma vez: jogando no Barão da Serra Negra, o Nhô Quim teve uma média de aproximadamente 3.400 torcedores por jogo na Copa Paulista e o melhor público em finais (13.577) nas últimas cinco edições da competição.

Antes do embarque, os torcedores viviam a expectativa pela conquista do título. “A confiança é grande. Apesar da derrota no primeiro jogo, o XV jogou melhor, mas não aproveitou as chances. Eu creio que hoje a gente ganha por 1×0 e conquista o título nos pênaltis”, arriscou Alcides Pinheiro, 50. Nas arquibancadas do Anacleto Campanello, a voz de Gustavo Novaes, 23, foi uma das que incentivou o time durante toda a partida. “Vai ser 2×0 para o XV, um jogo difícil, apertado. Um gol no começo da partida e outro no finalzinho do segundo tempo, depois dos 40 minutos”, falou.

Com o fim do primeiro tempo e o placar sem gols, o XV de Piracicaba foi para o vestiário sob os gritos de “Eu acredito”. Aos 21min da segunda etapa, porém, veio o balde de água fria. Com um gol contra de Kadu, o São Caetano saiu na frente. A torcida não parou de cantar nem mesmo com a ‘irritação’ pelo gol de Robertinho, que foi anulado pela arbitragem.

ESPERANÇA

O tempo passou a ser mais um obstáculo para o XV. Era um olho no jogo e outro no relógio. Aos 45min, Gilberto Alemão devolveu a esperança após marcar de cabeça e empatar a partida. Com seis minutos de acréscimo, a voz da torcida alvinegra voltou a ser mais forte, mas não foi o suficiente para mudar a história do jogo. “A gente fica um pouco triste com o empate. Hoje o time ficou devendo, mas o amor continua e agora vamos para a Copa do Brasil”, disse Evelyn Antunes, 28.

“Como torcedora, que também vim de longe com todos que estão aqui para fazer essa festa, digo que essa derrota dói. O time não teve sorte para fazer os gols que precisava. O sentimento é triste, dói porque todos batalharam para chegar até aqui. Desde a Série A2 do Campeonato Paulista a gente está nessa luta para conseguir alguma coisa”, resumiu Emília Lima, mais conhecida como Lili, 72.

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