fbpx
Aikidô

Da dislexia ao informativo que mudou uma vida

Há 12 anos, Kedlen conheceu a arte japonesa quase 'sem querer' na escola

Kedlen Agosta de Abreu, praticante de aikidô
Kedlen conheceu o aikidô por meio de um informativo há 12 anos (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Com 20 anos, Kedlen Agosta de Abreu foi identificado com dislexia quando criança. Na busca por soluções, a mãe do garoto descobriu o aikidô através de um informativo que recebeu na escola. De lá para cá, são 12 anos dedicados à arte marcial japonesa. “Minha mãe me levou para conhecer o aikidô, pois nunca me interessei por futebol, sempre gostei de artes marciais. O acolhimento foi incrível, o pessoal encara como uma família. O que me faz permanecer no aikidô é a vontade de aprender mais, porque não existe limite”, disse Kedlen.

Nascido em Piracicaba, Kedlen é estudante e faixa preta de aikidô. Além do cursinho pré-vestibular (ele quer cursar direito e seguir carreira militar), a rotina do garoto é dividida com os treinos infantis que ele ministra duas vezes por semana na Escola Aiki Kaizen. O trabalho se dá com crianças de 5 a 8 anos. “Chega ao dojo às 16h30, já com o treino preparado, tomo um banho e recebo os alunos. As aulas com as crianças são mais na base da interação, pois elas aprendem observando, brincando. Isso sem perder de vista a questão da disciplina, claro”, afirmou.

Kedlen participou há dez dias do Aiki Week, semana dedicada ao aikidô que conta na programação com aulas e atividades como cinema, desenho, exame de graduação, jogos, manuseio de plantas e origami, além da tradicional faxina. Para ele, ser aikidoca implica em comportar-se com responsabilidade. “É preciso manter o foco, ser vitrine, pois todo mundo te observa”, declarou. “O Aiki Week é uma experiência bacana. Conheci vários professores, a assinatura de cada pessoa, e pude desfrutar da experiência de cada um. Você sempre absorve algum detalhe que não enxerga e tenta colocar em prática, como um propósito mesmo”.

EXPERIÊNCIA

Ao longo dos 12 anos dedicados à arte marcial, quatro deles foram mais intensos devido à oportunidade dada pelo sensei Roney Rodrigues Filho, fundador da Escola Aiki Kaizen. “O sensei tem um programa de trabalhar no dojo, que foi uma experiência muito importante que vivi. Você tomar conta do lugar, faz todas as funções, desde a limpeza ao atendimento ao público. Isso ajuda a vivenciar um pouquinho da cultura japonesa. Foi algo que só quem participa sabe o quanto é bacana. É um bastidor”, garantiu Kedlen. Mas, e a dislexia, melhorou? “Bastante. Só algumas vezes esquecia de limpar o dojo (risos). Brincadeiras à parte, agradeço o exemplo do sensei Roney. É praticamente um pai para mim”, completou.

Voltar