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Aikidô

Da adversidade ao 1º lugar: a superação pela arte

Lucas vence déficit de atenção e dificuldades motoras através da arte marcial

Lucas e André Komatsu, praticantes de aikidô
Lucas e André Komatsu: aikidô presente na formação desde cedo (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Desde pequeno, Lucas Perin de Oliveira Komatsu, hoje com 14 anos, enfrentou dificuldades motoras e sofreu com problemas de déficit de atenção. Por isso, o resultado alcançado por ele na prova feita no início deste ano para ingressar na ETEC (Escola Técnica Estadual) Gustavo Teixeira, em São Pedro, foi bastante surpreendente: primeiro lugar. Perguntado sobre como superou as próprias adversidades, o estudante responde sem fazer firula: foi o aikidô, arte marcial japonesa, que o ajudou a relativizar os problemas.

‘A filosofia é competir comigo mesmo para evoluir. Não é contra o outro, é com o outro’

“O aikidô me ajudou a ter disciplina e isso eu transferi para os estudos. Hoje, consigo prestar mais atenção nos estudos, sou mais disciplinado nas aulas. Foi o aikidô que me ajudou a passar em primeiro lugar. Eu sinceramente não esperava o resultado. O aikidô foi fundamental para mim, provavelmente eu estaria muito pior se não fosse a arte marcial”, disse Lucas. “Eu entro na tatame e isso exige respeito. É importante prestar atenção em cada golpe, entender o significado”, completou o estudante, que pratica a arte na Escola Aiki Kaizen/Águas de São Pedro.

Lucas é filho de André Trench de Oliveira Komatsu, de 46 anos, autônomo e professor de aikidô. A conquista deixou o pai orgulhoso e ainda mais seguro da interferência positiva que a arte trouxe para Lucas. “Desde pequeno ele tem um déficit de atenção e dificuldades motoras também. O Lucas começou a praticar o aikidô em 2008 e houve uma evolução notável, tanto na escola quanto na questão do equilíbrio, na consciência corporal dele”, afirmou André, que destaca a linha tradicional seguida pela arte.

“O aikidô contribuiu totalmente para a formação do meu filho. É uma arte marcial japonesa, diferente de outras artes. Nela, está embutida muita tradição, ensinamento, disciplina. É uma arte que não foi ‘abrasileirada’, pois conserva seus valores e tradições. No aikidô, literalmente, é importante estar sempre asseado, o tatame é limpo antes de cada treino, então, são situações que ajudaram ele”, comentou.

CRESCIMENTO

O fato de o aikidô não ter caráter competitivo também agrada Lucas. Para o estudante, a arte marcial é válida por conta de outros princípios. “Eu sinceramente nunca gostei de competição. Não acho bacana lutar contra um amigo, por exemplo, sempre vai ficar algo estranho. A filosofia é competir comigo mesmo para evoluir a cada dia. Não é contra o outro, é com o outro. É uma arte que serve para tudo”, finalizou o calouro.

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