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Futebol

Cristóvão oferece aulas específicas para goleiros

Atividade dirigida por ex-goleiro Pavão é aberta para sócios e não associados

Alexandre Pavão comanda a escola de goleiros no Clube Cristóvão Colombo (Foto: Líder Esportes)

Você provavelmente já ouviu dizer que todo grande time começa por um grande goleiro. No Centro Cultural e Recreativo Cristóvão Colombo, o ditado popular do mundo do futebol é levado a sério: o clube colombino possui uma escola de goleiros, com aulas abertas para sócios e não associados. As atividades acontecem duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, em dois horários: das 19h às 20h para crianças de 7 a 12 anos, e das 20h às 21h para alunos com idade a partir de 13 anos. Os interessados podem agendar uma aula experimental. O valor da matrícula é de R$ 30, enquanto as mensalidades custam R$ 80 para não associados e R$ 40 para os sócios.

O responsável pelo trabalho no clube colombino é o ex-goleiro Alexandre Pavão. Natural de Jundiaí, ele chegou a Piracicaba em 1993, fez a base e se profissionalizou no XV de Piracicaba, de onde saiu em 1998. Pavão também vestiu as camisas de Avaí, Figueirense, Olímpia, Rio Branco e União Barbarense, além de acumular passagens pelo futebol dos Estados Unidos e do Japão. Segundo o professor, as aulas no Cristóvão Colombo são adaptáveis às necessidades de cada aluno, e além da parte técnica, incluem trabalhos de agilidade e resistência.

“A possibilidade de montar uma escola de goleiros no clube começou em 2019. Houve uma conversa com o Jorge (Nascimento, presidente) para trazer esse treinamento específico. Para as crianças, a ideia é ensinar como funcionam as técnicas de um goleiro, mas de forma lúdica: elas aprendem a fazer um rolamento, uma cambalhota, e isso tira o medo de pular em uma bola, de enfrentar um atacante. A prática e a observação são muito importantes para o aprendizado de uma criança”, afirmou Pavão.

Pavão ressaltou o caráter educativo das aulas para goleiros realizadas no clube (Foto: Líder Esportes)

“Para os adultos, inclusive aqueles que já estão atuando em clubes, os treinamentos servem para aperfeiçoar a técnica, mas também para desenvolver a parte física, o que gera melhor qualidade de vida. Com os mais velhos, nós fazemos um trabalho para eliminar os vícios. Um bom exemplo é quando um goleiro faz uma defesa em uma bola rasteira e coloca o joelho primeiro no chão. Isso pode ocasionar uma lesão e nas aulas nós ensinamos a melhor forma de se proteger”, continuou o professor. Segundo ele, a metodologia da escola de goleiros do CCRCC acompanha a evolução da própria posição.

“Antigamente, o goleiro era o último homem e tinha que estar pronto para bloquear ou fazer uma defesa. Hoje, o goleiro participa ativamente do jogo. Nós também trabalhamos as habilidades com os pés, algo que é imprescindível. Os alunos aprendem a parte técnica e a tática, mas o que eles mais gostam é de ir para o gol no final do treino, porque aí eles colocam em prática o que aprenderam e criam desafios: quem toma menos gol, quem faz a defesa mais bonita. Isso é legal, porque desperta a competitividade. Porém, sabemos que ninguém é perfeito. Não permitimos que haja gozação quando ocorre uma falha. O respeito educa para a vida”, finalizou Pavão.

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