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Basquete

Crianças aprendem sentimentos e necessidades com conceitos do basquete

Trabalho foi realizado com os educandos que participam do IPM no Senai, em Diadema (SP)

As atividades do IPM são realizadas em dois núcleos em Diadema: Portinari e Senai (Foto: IPM/Divulgação)

Com conceitos transmitidos a partir de jogos e dinâmicas que envolvem o basquete, como arremessos, dribles e marcação, o Instituto Passe de Mágica trabalha em setembro com o foco nos sentimentos e necessidades das crianças e adolescentes que frequentam as atividades realizadas no Senai ‘Manuel Garcia Filho’, em Diadema (SP). De acordo com os educadores do núcleo, a ideia é ampliar o vocabulário para que eles possam mediar os próprios conflitos, com os quais convivem no dia a dia.

“A proposta é essa. Na semana passada, fizemos um circuito com cones, um jogo em que cada cone representava sentimentos e necessidades. Os educandos tinham que se juntar e identificar isso. A proposta foi muito bem compreendida e isso nos deixa bastante satisfeitos. A mudança na vida deles é sensível, uma verdadeira transformação. O mais importante é que hoje eles são capazes de projetar o futuro”, relatou a educadora Leidiane Delmondes, que está há quatro anos no Senai – o núcleo tem a supervisão de Amanda Busch.

Leidiane: ‘O mais importante é que hoje eles são capazes de projetar o futuro’ (Foto: IPM/Divulgação)

A estratégia, que começa e termina com uma roda de conversa, utiliza o esporte como ferramenta para o desenvolvimento humano, valorizando sempre o trabalho coletivo. “A dinâmica das aulas facilita e promove o debate entre eles, o que é super importante. A história do projeto é revolucionária: trabalhamos o cidadão através do esporte. É formação para muitas pessoas. Para mim é especial, fez muita diferença em minha vida”, destacou Allan Vitorino. Há quase dois anos como educador, ele foi educando do IPM durante oito anos. A experiência ajuda no contato com as crianças.

“Acho que o principal ganho é reconhecer o que o educando está sentindo. Relembro o que passei e isso ajuda a identificar os sentimentos”, afirmou. “Sou vizinho do Senai e os meus amigos faziam as aulas. Lembro que via uma galera andando na rua com o uniforme. Perguntei, resolvi participar e gostei. No começo, essa transição (educando para educador) foi difícil. Saí, fiquei dois anos fora e voltei com uma visão totalmente diferente. Inclusive, educandos que eram de turmas dos ‘pequenos’ na época me conheciam. O primeiro dia foi engraçado (risos). Diziam: ‘Olha, é um professor novo? Não, é o Allan!”, contou.

Instituto Passe de Mágica, associação sem fins lucrativos criada em 2004 pela medalhista olímpica e campeã mundial de basquete, Magic Paula. Os núcleos são mantidos com recursos via Lei de Incentivo ao Esporte, na esfera federal, o que possibilita o patrocínio da Caterpillar, Drogasil, Grupo Aliança, IBM, Klabin, Portocred, Sabesp e Via Varejo. O IPM recebe apoio institucional da Nike e Laureus Foundation.

Há quase dois anos como educador, Allan foi educando durante oito anos (Foto: IPM/Divulgação)

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