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Opinião

CPF na nota?

*Capa: São Paulo FC

Quando o Flamengo foi sorteado para pegar o São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil, grande parte da imprensa o chamou de azarado. “É a falta de sorte de um clube que nunca ganhou essa competição e que está na fila desde 2012”, disseram, em resumo, os entendidos de futebol da nossa mídia paulista após a abertura das bolinhas.

Um dia antes, ao ver alguns programas esportivos – sim, no plural – todos colocavam o Flamengo como franco favorito para essa partida. A estreia do técnico Rogério Ceni e o fato de jogar em casa, além, é claro, de ter reconhecidamente uma boa equipe, colocaram o Rubro-Negro na base do oito por dois na bolsa de apostas dos comentaristas.

O que, porém, os jornalistas esportivos se esqueceram (ou fizeram questão de não lembrar) é da atual fase freguesa do Flamengo quando entra em campo diante do São Paulo. Desde o primeiro turno do Brasileirão de 2017 o time do Morumbi não sabe o que é perder para o atual campeão brasileiro e sul-americano. Isso mesmo: são três anos de seca rubro-negra!

Por isso, o confronto desta quarta-feira (11) serve como um ‘mea-culpa’ da imprensa. Não se pode desprezar um clube da grandeza do São Paulo. Ainda que esteja em uma fila de oito anos sem conquistas. Dito isso, vale ressaltar que o confronto não está decidido. É um duelo equilibrado e sem prognósticos. A vantagem tricolor é mínima, ao meu ver. Nem tanto ao Sol, nem tanto à Lua…

O próximo compromisso entre os dois será na próxima quarta-feira (18). Um empate já basta para o Tricolor. Ao Flamengo, resta uma vitória por um gol para forçar a decisão por pênaltis, ou por dois gols de diferença para garantir vaga. Quem passar, pega o vencedor do duelo entre Cuiabá e Grêmio – os gaúchos venceram a primeira partida por 2×1, fora de casa.

Na outra ponta do chaveamento, o Palmeiras deu um passo gigante ao fazer 3×0 no Ceará, no Allianz Parque. Quem sobrar desse duelo vai encarar o ganhador de Internacional e América-MG. O time do técnico Lisca Doido, que é muito ‘são’, diga-se de passagem, aprontou novamente ao vencer o Colorado por 1×0 no Beira-Rio e agora decide em casa na próxima semana.

É definitivamente uma competição diferente, a qual já teve entre seus vencedores o Criciúma, o Juventude e o Santo André, entre outros até então definidos como meros ‘coadjuvantes’. A Copa do Brasil é também conhecida como ‘galinha dos ovos de ouro’. São cerca de R$ 50 milhões em prêmio para o campeão e por isso todos querem conquistá-la. Só não se pode ganhar de véspera.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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