fbpx
Opinião

Coração de mãe

O meu amigo Pablo é um cara excêntrico. Gosta de polemizar. E quando o assunto é futebol, ele se supera. Torce para pelo menos uns dez times. Não liga para as críticas. “Sou como coração de mãe, sempre cabe mais um”, justifica Pablito. Diante dessa mania do Pablo – e de mais algumas pessoas, tenho certeza disso -, a pergunta que fica é essa: pode isso, Arnaldo?

Eu, sinceramente, tenho dificuldade de entender isso. Entre as paixões do meu amigo, estão o Palmeiras e o Juventus. O primeiro “por herança da família”, como ele mesmo define. Já a predileção pelo Moleque Travesso é pelo fato de ter nascido no tradicionalíssimo bairro paulistano da Mooca, que fica na Zona Leste de São Paulo. Mas, não para por aí. Ainda torce, sofre e se alegra com o Milan na Itália (com o Rubro-Negro da Bota, ele tem mais tem dor de cabeça do que felicidade), com o Barcelona na Espanha e com o Liverpool na terra da rainha.

Para me deixar de bom humor, ele adotou o XV de Piracicaba como a sua equipe predileta no interior de São Paulo. Sei que não é só o meu amigo Pablo que pensa assim. Mas não gosto. Perde a graça torcer para “20 clubes”. Tudo bem que, além do Palmeiras, eu gosto muito da Juventus-ITA. Porém, se jogar um contra o outro eu quero é que a Velha Senhora “se exploda”. Quando falo isso para Pablito, ele acha engraçado. Diz que sou muito radical. “Não tô nem aí. Neste ano, já fui campeão estadual com o Remo, com o Fortaleza e com o América-RN”, provoca.

“O importante é ser feliz”, emenda. Talvez Pablo esteja certo. É o Torcedor Nutella. Mas se for motivo para as pessoas serem felizes, que assim seja. Não gosto deste expediente, mas, enfim, cada um com suas manias…

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

Voltar