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Opinião

Começou

A competição preferida dos brasileiros começou nesta semana. Com sete times na disputa, a possibilidade de a taça  da Copa Libertadores ficar com um clube brasileiro é imensa. Ainda mais porque há pelo menos quatro entre os favoritos, casos de Crueiro, Flamengo, Grêmio e Palmeiras. Esse quarteto mais River Plate e Boca Juniors. Um desses deve ficar com o título continental em novembro, na cidade de Santiago, capital chilena.

O Alviverde e o Rubro-Negro, além do Internacional, começaram muito bem, com vitórias fora de casa, diante de Junior Barranquilla-COL, San José-BOL e Palestino-CHI, respectivamente. Os triunfos longe de seus domínios encaminham classificação às oitavas de final para paulistas, cariocas e gaúchos.

Já o outro gaúcho, o Grêmio, conquistou um bom empate em Rosário, na Argentina, diante do Rosário Central. Apesar da má fase na Superliga da Argentina, o time portenho sempre cresce na Libertadores. O Athletico-PR perdeu fora de casa, para o Tolima-COL, mas quem deu vexame mesmo foi o Atlético-MG, que sofreu um revés em Belo Horizonte para o limitado Cerro Porteño-PAR. Nesta quinta-feira (7), o Cruzeiro entra em campo diante do Huracán-ARG.

Acredito na classificação de todos os brasileiros na primeira fase. Até os ‘Atléticos’, que perderam na estreia, têm plenas condições porque seus grupos não são dos mais complicados. Agora, para título, fico com os quatro já citados no início deste texto. Não aposto no Galo, no Furacão, nem no Colorado. O que lamento (para não dizer que protesto!) é ter de ver a final da Libertadores em jogo único e em Santiago.

Já disse aqui neste espaço que sou contra esse sistema, que pode dar certo na Liga dos Campeões e na Liga Europa, mas aqui não. É a mania de grandeza da Conmebol, de imitar tudo o que é feito no Velho Continente. Uma decisão com jogos ida e volta seria empolgante e premiaria as torcidas, que teriam a oportunidade de ver seus times ao vivo. Mas, paciência. Agora não se pode mudar mais nada. Só nos resta torcer para que um dos sete representantes do país pentacampeão esteja lá, em busca da taça, na terra do poeta Pablo Neruda.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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