fbpx
Taekwondo

Chock Dee e Dojan Areião fazem ‘intercâmbio de artes’

'É uma arte que trabalha muito chutes, membros inferiores, posicionamento', destaca Jampa Leibholz

Jampa Leibholz e Carlos Alberto Martins Filho, parceria Chock Dee e Dojan Areião
Jampa Leibholz e Carlos Alberto Martins Filho: parceria envolve troca de conhecimentos (Foto: Líder Esportes)

O piracicabano Jampa Leibholz não é novato no mundo das lutas. O lutador, que fez carreira no muay thai e no kickboxing, agora busca um novo desafio em uma nova arte marcial: o taekwondo. Foi assim que surgiu a parceria entre o atleta da Chock Dee e Carlos Alberto Martins Filho, responsável pelo Dojan Areião. “Desde que passei a dedicar meu tempo para aulas e preparação para campeonatos, senti que poderia agregar algo nos treinos. É o que eu busco no taekwondo”, afirmou Jampa.

A ligação de Carlos com a arte coreana começou em 2005, com o mestre Frederico Mitooka, referência internacional na modalidade. “Eu assistia os filmes de artes marciais e queria praticar. Sempre fui fascinado. Na época, o meu pai não queria que eu treinasse, porque havia um conceito diferente do que é a arte marcial, estava mais associada à violência. Hoje, consegui provar para ele que é diferente, e ele se orgulha muito do caminho que escolhi. Nunca parei, continuo treinando e lutando”, disse Carlos.

Perguntado sobre o intercâmbio, Jampa destacou as características do taekwondo. O lutador da Chock Dee deixou claro que respeita as peculiaridades de cada modalidade, mas avalia que quanto maior o conhecimento, mais fácil aprimorar o jogo. “É uma arte que trabalha muito os chutes, membros inferiores, posicionamento. Em algumas situações, os golpes acabam sendo mais precisos. Isso é algo que conseguimos incrementar na nossa preparação”, relatou.

METODOLOGIA

“O taekwondo é um esporte olímpico e a metodologia é voltada para o desenvolvimento da coordenação motora, elasticidade, força, lateralidade, noção de espaço e resistência. Isso no aspecto físico, mas também existe o trabalho com a questão psicológica. A experiência com o Jampa tem sido bem legal, é uma troca muito válida. No taekwondo esportivo,  70% é o chute, e a técnica é mais usada do que a força para pontuar. Além disso, muitas pessoas procuram a arte marcial para o condicionamento físico e desenvolvimento”, afirmou Carlos.

“A maioria das pessoas que procura uma arte marcial visa o condicionamento físico. Existem vários exercícios que podemos praticar nos nossos treinos, que não estão restritos apenas às técnicas da modalidade. Não fugimos da filosofia, mas o treino é recreativo. O aluno é beneficiado na questão da saúde e do condicionamento, e precisa sair do treino feliz. Quem procura uma academia quer cuidar do corpo e da mente”, falou Jampa, que completou: “A minha jornada no taekwondo, se Deus quiser será longa, quem sabe uma oportunidade até de competir. Tenho muita vontade de buscar uma chance”.

Voltar