fbpx
Opinião

Chega de arrogância

*Capa: Comunicação Grêmio

A festa estava pronta. Renato Portaluppi ‘cantava’ em prosa e verso aos quatro cantos do país que o “Grêmio joga o melhor futebol do Brasil e conquista títulos”; a torcida do Imortal já estava contando com o ‘Gre-Nal do Século’ na final da Copa do Brasil; e, pasmem, a Carol Portaluppi, filha do Renato, sem pestanejar, sorteando ingressos da decisão da competição nacional para gremistas no Instagram. Tudo por conta do bom resultado conquistado na partida de ida, 2×0, na Arena do Grêmio.

Porém, havia um adversário do outro lado. E, para azar da metade azul do Rio Grande do Sul, esqueceram de combinar com o Athletico-PR, que, mesmo com 11 desfalques, fez uma partida épica na Arena da Baixada, nesta quarta-feira (4), devolveu os 2×0 e se classificou na decisão por pênaltis pelo placar de 5×4. Os rubro-negros foram ao delírio por eliminar mais um favorito – já haviam despachado o Flamengo nas quartas de final. Isso prova mais uma vez que tudo se resolve dentro de campo, não fora dele.

“A bola pune”, diz o professor Muricy Ramalho. Nesse caso, puniu a arrogância, a prepotência, o ‘já ganhou’. Além da total falta de respeito do lado gremista, o Furacão merece pelo que vem fazendo nos últimos anos. O Paraná ficou pequeno para o Rubro-Negro. Atual campeão da Sul-Americana, o Athletico-PR, campeão brasileiro em 2001, agora quer a inédita Copa do Brasil. O Grêmio ainda tem as semifinais da Libertadores contra o Flamengo. E, do jeito que está jogando e com a vantagem de decidir em casa, considero o Mengo favorito para ir à final.

Se não fizer besteira fora de campo, como fez o Tricolor dos Pampas, deve ser finalista. Quanto ao Brasileirão, esqueça. Não dá para o Imortal. Nesse caso, o Grêmio terminaria o ano somente com o título do Gauchão, conquistado nos pênaltis diante do Inter. Seria muito pouco para quem, como diz o seu técnico, tem o melhor futebol do país do futebol.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

Voltar