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Cativa de m…

O XV de Piracicaba estava classificado. O Água Santa, eliminado. O jogo foi ruim, dificilmente não seria. Não se engane: a Copa Paulista é disputada por equipes de baixo poder econômico, não é rentável do ponto de vista financeiro e joga quem não consegue calendário nacional para o segundo semestre. Não quer dizer que os jogadores sejam toscos cabeças-de-bagre; mas é inegável que a qualidade é bastante questionável. Cabe a constatação de que o nível é baixo. O que não cabe é o comportamento patético e idiota de alguns frequentadores de cadeiras cativas do Barão da Serra Negra.

Não dá para generalizar, pois a maioria fica calada (!) o jogo todo. Mas, aqueles que berram… Meu Deus! O que leva o cidadão (?) a acordar domingo e ir para o estádio despejar a revolta aos berros insignificantes e nada respeitosos? Pagar ingresso dá direito a entrar no estádio, porém, babacas são babacas com ou sem ingresso. Honestamente, aquilo que ouvi, hoje, foi ainda pior do que vi. É legítima qualquer crítica ao Bruninho. Não jogou absolutamente nada desde o início da Copa Paulista e é pouco compreensível a insistência de Cléber Gaúcho. Ponto.

O limite é o respeito. Não leia aqui qualquer pedido estúpido para que o frequentador de cativa se comporte como se estivesse na igreja. Menos. O que ouvi deu nojo. Bruninho sofreu grave lesão e caiu com o músculo travado no campo, enquanto chorava de dor. Futebol para ele, só em 2017. Provavelmente não mais no XV, afinal, não fez por merecer a continuidade. Nalgum canto da cativa, um imbecil debochou: “Aleluia”. Aleluia? Francamente… E não parou por aí, mas eu paro por aqui.

“Agora só falta o 9”, gritou outro bocó. Sim, o 9! Porque o frequentador de cativa berrador não sabe o nome do jogador que usa a camiseta número 9. Como não sabe quem é o 2, o 5 ou o 11. Do 8, já ouviu falar, porque o 8 está aqui faz tempo. Noventa minutos e nenhum – nenhum! – canto de incentivo. Chamo de torcedor ou espectador está de bom tamanho? Na cabeça do frequentador de cativa berrador, o conceito é permanente: nenhum jogador presta, o técnico é burro e a diretoria mete a mão. A cobrança é de time grande, o comportamento é varzeano. XV de Piracicaba, aqui deixo minha compaixão.

Leonardo Moniz é editor de conteúdo do portal LÍDER

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