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Camisa lançada pelo XV cria polêmica com time de basquete

Associação de Basquetebol XV de Piracicaba reclama sobre o produto e clube de futebol rebate

*Capa: Divulgação

A Super Bolla, empresa que fornece material esportivo de futebol ao XV de Piracicaba, lançou em outubro uma camisa de basquete com o escudo e as cores do clube. A peça, que é vendida na loja oficial do Nhô Quim como ‘Camisa Basquete Unissex’, e custa R$ 119,90, causou mal-estar com a Associação de Basquetebol XV de Piracicaba. Apesar do nome semelhante, as duas entidades não possuem vínculo. A equipe de basquete, entretanto, entende que deveria ser consultada antes do lançamento do material.

“Eles não conversaram conosco e não sabemos quem autorizou (a venda da camisa). A resposta que tive é que não é uma camisa de basquete, mas sim uma camisa casual, que está na moda. Apesar disso, eles foram ao ginásio municipal (Waldemar Blatkauskas), entraram na quadra e usaram uma bola de basquete para fotografar a camisa”, afirmou Carlos Alberto Felipe Soares, o Baiano, diretor da Associação de Basquetebol XV de Piracicaba. “O CNPJ é diferente, mas isso pode gerar vínculo, tenho certeza que pode dar problema”, opinou.

Camisa de Basquete - Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba

A camisa da ‘discórdia’: uniforme produzido pela Super Bolla é vendido na loja oficial do XV de Piracicaba

Perguntado sobre se a equipe de basquete tomaria alguma atitude, o dirigente ironizou. “Sim, vamos vender nossas camisas. Vamos dizer que são originais e o resto é imitação. Também vamos vender camisas zebradas com o nosso símbolo, com gola e com manga, e tiraremos uma foto no gramado e com uma bola de futebol”, disse Baiano. A reportagem entrou em contato nesta quarta-feira (28) com o diretor de marketing do XV de Piracicaba, Danilo Maluf, que rebateu:

“Meses atrás, conversamos sobre diversificar a linha de produtos em nossa loja (XV Mania) e lançamos uma camisa de linha casual. O Baiano reclamou. Liguei para ele e me disse que isso atrapalha o basquete, mas expliquei que o nosso segmento é diferente, que não usamos o mesmo brasão e não temos interesse algum nesse sentido, não considero sequer algo justo. Agora, sobre a ideia que ele teve de fazer uma camisa zebrada de futebol, com o escudo do basquete, é claro que pode. Não somos uma concorrência”, afirmou Maluf.

INTERPRETAÇÃO

LÍDER entrou em contato com três advogados, que avaliaram o mal-estar envolvendo a Associação de Basquetebol XV de Piracicaba e o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba. Na visão de dois dos especialistas, o produto lançado pelo clube de futebol é legítimo. De acordo com eles, “o XV, independente de registro, é dono da marca e dos símbolos. Assim sendo, o clube poderia vender camisas de qualquer modalidade, pois detém o poder de lançar suas marcas e produtos, como entender”. Ainda segundo os advogados, o caso configura “uma questão de relacionamento entre as partes e bom senso”.

Léo Oliveira, ala e armador da equipe masculina de basquete do XV de Piracicaba

A camisa utilizada pela Associação de Basquetebol XV de Piracicaba possui escudo e layout próprios

No entendimento do terceiro especialista consultado pela reportagem, porém, o caso é mais complexo. “É uma situação complexa, pois envolve desde o registro da marca, proteção de símbolos e escudos, o fato da história do XV ser vinculada tanto ao futebol quanto ao basquete, inclusive no hino. A resposta para esse problema não é simples. O ideal seria que houvesse um acordo entre o clube de futebol e a associação de basquete, ainda que não exista problema do ponto de vista da legalidade”, avaliou.

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