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Brasil fecha participação em Mundial com ‘esperança e frustração’

Revezamento misto é prata na Polônia; equipes feminina e masculina são desqualificadas

Felipe Bardi, velocista da seleção brasileira de atletismo
Felipe Bardi é um dos principais nomes do atletismo nacional na atualidade (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

A seleção brasileira de atletismo não conseguiu defender o inédito título conquistado em 2019 na prova de 4×100 m masculino do Campeonato Mundial de Revezamentos, disputado na região da Silésia, na Polônia. A equipe nacional foi desqualificada na final deste domingo (2), após completar a prova em segundo lugar – Derick Souza pisou na linha da raia. Rodrigo Nascimento abriu o revezamento, seguido de Felipe Bardi, Derick e Paulo André Oliveira. O piracicabano Erik Cardoso foi o suplente. A final foi vencida pelo quarteto da África do Sul, com a marca de 38s71, seguido da Itália (39s21) e do Japão (39s42).

No sábado (1º), o revezamento 4×100 m feminino brasileiro também foi desqualificado após vencer a primeira série semifinal – Ana Carolina de Azevedo pisou na linha da raia com o pé direito. Rosangela Santos, que fechou a prova, mostrou a frustação. “Perdemos para a gente mesmo por uma fatalidade. Peço desculpas para todos que torceram. Treinamos muito. Não foi erro de passagem, ninguém saiu antes”, disse a recordista sul-americana dos 100 m e medalha de bronze no revezamento 4×100 m nos Jogos de Pequim, em 2008. Correram também Vitoria Rosa e Ana Claudia Lemos.

A boa notícia para o Brasil veio com a medalha de prata na prova do 4×400 m misto. Anderson Henriques, Tiffani Marinho, Geisa Coutinho e Alison Santos completaram a distância em 3min17s54. A Itália ficou com o ouro, com a marca de 3min16s60, enquanto a República Dominicana levou o bronze, com o tempo de 3min17s58. O revezamento 4×400 m misto é uma prova nova, que estreará no programa olímpico em Tóquio. O Brasil já estava qualificado para a Olimpíada porque foi finalista no Mundial de Doha, em 2019.

“Foi um resultado excelente, que motiva demais. Uma prova nova, onde o Brasil com certeza tem um potencial de crescimento muito grande. Então estou confiante que nós tenhamos uma grande participação nos Jogos Olímpicos. Com relação ao 4×100 m, feminino e masculino, tenho certeza de que estamos no caminho certo. Estamos falando de alto rendimento em que não podemos ter erro. Tivemos falhas técnicas, mas é olhar para frente”, destacou o presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos.

*Texto: Comunicação/CBAt

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