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Futebol Americano

Brasil faz história no Mundial de Flag em Israel

Atleta da seleção, piracicabana Karol Giga enaltece resultado e experiência vivida na competição

Karol Souza, jogadora de flag football da seleção brasileira
A piracicabana Karol Souza fez parte da campanha histórica da seleção brasileira em Israel (Foto: Pollicromia)

A seleção brasileira feminina encerrou a participação no Mundial de Flag Football, realizado em Israel, com a quarta colocação. É o melhor resultado do país na modalidade, superando as campanhas de 2016, nos Estados Unidos, e em 2018, no Panamá, quando as brasileiras finalizaram a competição em sexto lugar. O feito histórico teve a participação da jogadora piracicabana Karol Souza, a Giga, atleta do Caipiras Flag Football. Já no torneio masculino, o Brasil acabou eliminado na primeira fase e terminou o campeonato com a 17ª posição.

Principal evento da modalidade, o Mundial, que é disputado no sistema de grupos e eliminatórias simples, acontece a cada dois anos. Após passar bem pela etapa de classificação, a equipe brasileira feminina encarou nas semifinais o favorito México e foi derrotada por 47×6. Na decisão pela medalha de bronze, o Brasil foi superado pela Áustria, pelo placar de 26×13. Na decisão do título, o triunfo foi dos Estados Unidos, que bateu as mexicanas por 31×21. Com o quarto lugar, o time brasileiro garantiu vaga para os Jogos Mundiais, que serão realizados em julho de 2022, nos EUA.

“Seria impossível descrever o que passamos na última semana. Foram mais de três anos desde a primeira seletiva. Treinos, cortes, pandemia, mudança de datas, locais, custos. O esforço de cada um que embarcou para Israel […]. Enfim chegamos, jogamos, conseguimos o melhor resultado da história do flag football brasileiro, nos divertimos e nos ajudamos. Que orgulho fazer parte desse grupo, ver o brilho no olho de cada um. Agradeço a cada um que fez parte desse sonho”, afirmou Giga, que iniciou a trajetória no esporte em 2015.

O Mundial teve sabor especial para a piracicabana, que deu os primeiros passos na modalidade como wide receiver (recebedora), mas em 2016 passou a atuar na defesa, posição em que joga até hoje. Focada desde a convocação em competir em Jerusalém, a jogadora contou com a criatividade de amigos e apoiadores, que realizaram uma série de ações como a venda de cotas de patrocínio, exposição de marca em redes sociais e rifas para levantar cerca de R$ 10 mil e arcar com os custos da viagem.

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