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Bonfíglio descarta presidência, mas vê retorno possível

Ex-dirigente elogia Celso Christofoletti, mas critica 'entorno' e dispara contra base

Renato Bonfíglio, diretor de futebol e vice-presidente do XV de Piracicaba
Renato Bonfíglio diz que não pensa mais em ser presidente do XV de Piracicaba (Foto: Arquivo/JP)

Em ano eleitoral, alguns nomes começam a surgir como possíveis candidatos a assumir a presidência do XV de Piracicaba. Embora as eleições no clube estejam marcadas para novembro, o nome do ex-presidente Renato Bonfíglio ganhou força nos bastidores nas últimas semanas. Mas, em entrevista concedida à rádio Jovem Pan News, na última segunda-feira (7), Bonfíglio garantiu que não tem interesse em se candidatar para o cargo. Ele não descartou, porém, voltar ao Alvinegro para compor a próxima diretoria.

Duo Imóveis

“Não sou candidato. Ninguém me procurou, mas se procurar, deixo claro que não sou candidato a nada. Sempre ajudei o XV e vou continuar ajudando. Nos momentos difíceis, tenho dado uma cobertura ao Celso (Christofoletti, atual presidente). Eu ajudo porque o Celso está lá. Se entrar outro presidente, pode esquecer de mim. Trabalhamos juntos no XV, é uma pessoa transparente. Se ele não concorrer, será uma grande perda para o XV. Acho que deve concorrer e continuar, mas é preciso fazer mudanças drásticas. Se não mudar, o XV continuará como está”, disse Bonfíglio, reforçando que não mudará de opinião.

“Não mudo a opinião, pois não quero mais arrumar confusão. Assumir o XV é um problema. É mais fácil ser prefeito de Piracicaba do que ser presidente do XV. Eu sou muito emotivo. Em um caso como o do Paulinho, talvez se eu estivesse no clube, seria até uma tolice minha, mas eu teria tirado dinheiro do bolso e pago a dívida. Não é certo fazer isso, pois o XV não pode depender só de mim ou do Celso, é preciso mais gente. O clube tem que ser ajudado agora, pois só ajudar quando está na boa, aí todos estão remando no mesmo sentido. É preciso acabar com esse negócio de situação e oposição. Piracicaba só tem o XV e todos precisam puxar para o mesmo lado. A situação financeira é crítica, mas melhorou muito do que era antigamente, graças à transparência do Celso. Se ele continuar, posso até colaborar com ele, mas o cargo de presidente não quero mais”, complementou.

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Porém, quando o assunto é assumir outro cargo no clube, Bonfíglio é mais flexível. “Eu e o Celso conversamos muito e já foi oferecido para mim um cargo dentro do clube. Pedi para que aguardasse as eleições, para saber se ele continuará. Com ele na presidência, sempre vou ajudar na medida do possível. Se realmente precisar que eu assuma um cargo, vou pensar com muito carinho, mas é claro que, como já falei, precisaria mudar muita coisa, caso contrário estarei fora novamente. Ele precisa de alguém para blindá-lo, pois pelo que vejo está sozinho lá dentro. Ele faz o marketing, é diretor de futebol, daqui a pouco precisará bater o pênalti e escalar o time, ser o técnico. É preciso colocar a pessoa certa no lugar certo. Isso compete a ele, caso seja novamente o presidente”, disse o ex-presidente. Confira mais trechos da entrevista:

BASE

“Tenho um projeto para a base. Com certeza, as pessoas que posso levar trabalham com a base e conhecem a garotada da cidade. Nos fins de semana, eles acompanham jogos da molecada nos bairros Jaraguá, Bosques do Lenheiro e em outras cidades. Tem que trabalhar com esse pessoal que entende de base. Não adianta colocar pessoas que não têm interesse nenhum, que só treinam o XV, vão embora e esquecem o clube. Piracicaba tem pessoas com muita credibilidade, e que acredito que podem fazer um trabalho bem melhor na base. O sub-20 tem feito campanhas ruins há um bom tempo”.

Renato Bonfíglio, diretor de futebol e vice-presidente do XV de Piracicaba

Renato Bonfíglio saiu do clube em 2016, após o rebaixamento para a Série A2 (Foto: Líder Esportes)

GESTOR

“Sou favorável a ter um gestor de futebol remunerado. Antigamente, havia o Paulo Moraes, mas como ele, o XV não vai encontrar nunca. Na cidade, quem entende bem do assunto e fez uma escola com ele é o Marlon (Ferreira, ex-atleta). É um cara honesto, aprendeu muito com o Paulo Moraes, e sabe muito de futebol, tanto é que quando o Beto (Souza, ex-gestor do XV) ficava no aperto, ligava para ele. Isso aconteceu diversas vezes. Não posso falar nada do Beto porque não o conheço, mas o Paulo era mais do que um irmão para mim. Brigávamos todo dia, quase saíamos no tapa, mas depois tomávamos cerveja juntos. Às vezes, a briga continuava mesmo tomando cerveja. Ele era fantástico, me lembro dele todos os dias e até me emociono de falar dele”.

TORCIDA

“Com a torcida o meu relacionamento seria o mesmo. Sempre atendi bem os verdadeiros quinzistas, os mais antigos que estavam na frente do estádio  e costumavam parar para conversar comigo. Não tenho nada contra uma minoria”.

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