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Muay Thai

Atleta usa superação para vencer no muay thai

Joyce Franca começou no esporte há quase um ano e mostra grande evolução

Joyce Franca, lutadora de muay thai da equipe Inside Lukas Bueno
Joyce Franca é lutadora de muay thai da equipe Inside Lukas Bueno (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Com 1,60 m e 52 kg, a piracicabana Joyce Franca não conhecia o muay thai um ano atrás. No esporte desde junho de 2017, a atleta da equipe Inside Lukas Bueno realizou a primeira luta em setembro do ano passado e, de lá para cá, apresenta evolução meteórica. Campeã brasileira na última temporada, ela está em fase de preparação para o Fight Pró, evento profissional que será realizado no dia 12 de maio, em Bragança Paulista. Enquanto aguarda a definição da próxima adversária, Joyce treina pesado: são 14 treinamentos semanais com o objetivo de seguir crescendo na modalidade.

“Comecei a treinar para incentivar uma amiga, que queria que eu viesse para acompanhá-la. Ela fez quatro aulas e parou, mas eu gostei e decidi continuar. O Bueno (Lukas, técnico) disse para mim que eu tinha capacidade e comecei a me sentir a vontade lutando”, contou. Joyce é balconista de padaria e tem uma rotina diária intensa: ela acorda diariamente às 5h e sai do trabalho às 14h, quando inicia os treinamentos. Depois, vai a Rio das Pedras para o segundo período de treino. Cansada, ela chega em casa por volta das 22h30. “O treino é bastante técnico, combinado com aumento de resistência e força”, afirmou.

Criada apenas pela mãe, Joyce mora com uma amiga há quase dois anos. Antes, viveu um relacionamento conturbado que ela define como abusivo. “Eu sofri agressão física. Não foi nada fácil para mim. Minha mãe me criou sozinha, tive pouco contato com meu pai e raramente converso com ele. Quando o meu relacionamento acabou, voltei para a casa da minha mãe, mas aí a cabeça estava diferente, embora tenha muita ligação com minha mãe. O que eu sofri gerou uma mágoa, uma raiva dentro de mim, mas eu aprendi a descarregar nos treinamentos. Quando não treino, sinto-me sufocada”, relatou.

DEDICAÇÃO

A dedicação é a palavra-chave para explicar o sucesso da atleta no início de carreira. Joyce abriu mão da rotina ‘normal’ para uma mulher de 21 anos. Balada? Nem pensar. No fim de semana, ela faz os deveres de casa e prioriza o descanso. “Já escutei bastante que não vou conseguir, que não sou capaz… Uma vez, aconteceu de disputar duas lutas e, momentos antes da segunda luta, escutei a adversária dizer: ‘Vou jantar aquela franga’. Eu subi ao ringue concentrada, dei o meu melhor e consegui vencer. É uma satisfação inexplicável”, disse.

Perguntada sobre quais objetivos espera atingir, a piracicabana revelou o desejo de lutar na Tailândia, berço do muay thai. “Poucos atletas chegam lá. É um objetivo e sei que estou apenas começando”, contou. Para alcançar a meta, ela conta com o suporte do treinador, que também funciona quase como psicólogo em situações de dúvida. “De vez em quando, questiono se sou capaz. Antes de ir para luta, você pensa em várias coisas. O papel do treinador é fundamental para subir ao ringue e esquecer tudo. A ansiedade existe, valorizo as minhas conquistas, mas quero mais. Está tudo acontecendo muito rápido e acredito que sou capaz de ir mais longe”, finalizou.

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