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Atleta de Piracicaba encara 320 km no Alaska

Joilson Ferreira, o Jabá, enfrenta desafio com termômetros a 50°C negativos

Jabá, atleta ultramaratonista de Piracicaba
Jabá faz treinos de preparação há quase um ano para a prova no Alaska (Foto: Divulgação)

De Piracicaba para as mais baixas temperaturas do planeta, em desafio válido pelo Iditasport Alaska 200 Milhas, agendado para fevereiro de 2018. É nesta aventura que o atleta de alta performance e educador físico Joilson Ferreira, o Jabá, está inscrito. Nascido na região da Chapada Diamantina, na Bahia, ele será o único brasileiro entre atletas que participam da disputa. No currículo, Jabá coleciona provas que desafiam o corpo humano, com temperaturas extremas e longas distâncias. No entanto, o que está tirando o sono do atleta é a possibilidade do encontro com ursos polares.

Em função do grau de dificuldade, o Iditasport Alaska 200 Milhas não é finalizado por nenhum atleta há dois anos. Com 320 km, o trajeto deve ser concluído em, no máximo, 120 horas. Caso contrário, há exclusão da prova. Para competir, os esportistas são obrigados a apresentar o currículo que comprove a participação em ultramaratonas. No caso de Jabá, a prova que deu classificação para o Alaska foi a Ultramarathon Arrowhead 135 milhas, em Minnesota, nos Estados Unidos.

O objetivo é concluir a prova. Para alcançá-lo, Jabá treina pesado há quase um ano. “Primeiro passei por um checkup de saúde, no qual fui submetido a vários exames hormonais, hemograma completo e verificação de outras proteínas, além de testes de coronárias, ergoespirometria e tórax, entre outros. A partir disso, procurei uma nutricionista com especialização em atletas de alto rendimento na cidade de São Paulo, que direcionou a minha nutrição de acordo com meus treinos e objetivos”, contou.

DESAFIOS

Entre os principais desafios da travessia no Alaska, estão o termômetro abaixo dos 50°C negativos, falta de água e sono. “Diferente de outros cenários no Alaska, são 20 horas de plena escuridão e apenas quatro horas de luz solar, o que interfere diretamente no desempenho, chegando a causar inclusive delírios. Além disso, também estou preocupado com os ursos e lobos, porque mesmo em pleno inverno, alguns acabam não hibernando e podem nos surpreender”, disse o atleta.

A navegação ao longo da prova também oferece dificuldades, pois não há muitos pontos de marcação durante o percurso. Para encontrar alguma forma de comunicação, o competidor pode demorar entre oito e 12 horas. Além disso, em um caso extremo, o evento não possui resgate gratuito. Em caso de desistência do atleta, é cobrada uma taxa de mil dólares (aproximadamente R$ 3,2 mil) e a espera pode chegar a dois dias.

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