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Atleta busca patrocínio para ampliar recorde

Gustavo Piacentini encara duas competições em menos de uma semana

Gustavo Piacentini, lutador de kickboxing de Piracicaba
Gustavo Piacentini vai em busca do sétimo título dos Jogos Abertos do Interior (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

Recordista de títulos com seis conquistados, o piracicabano Gustavo Piacentini já pensa no heptacampeonato dos Jogos Abertos do Interior. A competição será disputada em novembro, no ABC Paulista. Favorito, o lutador briga pela sétima conquista no kickboxing, categoria 63,5 kg, low kicks. A fase de pré-competitiva é seguida de perto pelo preparador físico Bilico Carvalho e pelos treinadores Marcos Ribeiro e Wilson Teodoro.

“Acho que o maior desafio é conseguir permanecer no topo. A cada ano é mais difícil pela exigência no nível de concentração e pelo fato de ser mais visado pelos adversários. Mas, sou consciente e sei que quanto mais alto eu subir, maior é a queda. Por isso, mantenho a humildade. Quero aumentar o recorde, venho treinando para isso e sei que existe um favoritismo, mas vou tentar usar isso a meu favor, transformar essa energia positiva em resultados”, disse o lutador.

O mês de novembro será ‘agitado’ para o atleta. Menos de uma semana depois de representar Piracicaba nos Jogos Abertos, Piacentini viaja para Foz do Iguaçu (PR), cidade que recebe o Campeonato Sul-Americano. O pouco tempo entre os dois eventos, segundo Piacentini, irá interferir em sua estratégia. “É algo complicado. Infelizmente, o calendário neste ano não me ajudou nesse aspecto. Vou lutar com mais cautela e usar a experiência que eu tenho, sem me expor tanto. O jogo terá de se enquadrar nisso”.

PATROCÍNIO

Além da dificuldade com o pouco tempo para se preparar, o atleta lida com a crise no esporte local. Em 2017, com a entrada em vigor do marco regulatório do terceiro setor (Lei Federal 13.019/2014) e a exigência do chamamento público, os atletas que representam a cidade não receberam repasse dos cofres públicos. A situação torna ainda mais importante a busca patrocinadores. A exposição da marca em veículos de comunicação, mídia espontânea e aliar o nome da empresa a algo que traz benefícios à saúde são algumas vantagens oferecidas a quem patrocina o esporte.

“Tivemos um corte importante e isso interfere no planejamento. O custo para competir é alto e nós precisamos bancar alimentação, alojamento e transporte”, disse. O gasto médio em uma competição é de cerca de R$ 500. “Eu vejo o patrocínio como uma troca, pois os resultados que temos nos dão visibilidade. O patrocínio nos daria tranquilidade para pensar apenas em nosso trabalho”, completou o lutador, que conta com apoio da academia Fit Me e da MP Suplementos.

Dono do cinturão brasileiro profissional, conquistado em maio, Piacentini é cotado para voltar ao WGP, principal evento do circuito profissional, ainda neste ano. Porém, ele evita o assunto. “Sondagem existe, mas nada oficial. Para mim, enquanto não houver algo fechado, não me preocupo. É uma possibilidade, mas as minhas prioridades são os eventos que já estão confirmados”, afirmou o atleta.

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