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Aikidô

Arte marcial fortalece relacionamento entre irmãs

Alice e Letícia sempre foram unidas e o aikidô aproximou ainda mais o vínculo

As irmãs Alice e Letícia são praticantes de aikidô na Escola Aiki Kaizen (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

As irmãs Alice e Letícia contam que sempre foram unidas. A diferença de idade nunca dificultou a relação entre elas. A fisioterapeuta Alice Cristine Leal Takaoka tem 25 anos e já possui no currículo uma pós-graduação, enquanto a caçula Letícia de Souza Leal, de 13 anos, está no oitavo ano do ensino fundamental. Nos últimos dois meses, porém, a proximidade aumentou: foi nesse período que elas passaram a dividir o dojo da Escola Aiki Kaizen de Aikidô, em Piracicaba.

Alice é uma referência na arte marcial japonesa. Praticante há 13 anos, ela realizou o Exame de Shodan em 2013 e se tornou a primeira mulher faixa preta de aikidô em Piracicaba. “Comecei influenciada pelo meu pai, que já praticava. Como ele trabalhava o dia inteiro, foi uma maneira que ele encontrou para passarmos mais tempo juntos. Ele me inscreveu e eu comecei a vir. O aikidô leva um tempo para você entender a essência. Quando entendi, me apaixonei”, falou.

Alice, ao fundo, começou influenciada pelo pai e trouxe a irmã Letícia ao aikidô (Foto: Líder Esportes)

Alice tinha 18 quando recebeu a faixa preta. Em seguida, passou no vestibular e foi cursar a faculdade em Presidente Prudente. “Fiquei um ano praticamente quase sem treinar. Em 2013, conheci um amigo chamado Alex, que é de São Carlos e treinava aikidô, mas também fazia karatê e conhecia o dono de uma academia que adorava o aikidô. Começamos a estudar e montamos uma turma. Me formei em 2016 e, em 2017, fui fazer a pós-graduação em Campinas, onde também treinei antes de voltar para Piracicaba”, contou Alice.

Por outro lado, Letícia ainda está no início de sua trajetória na arte. Os dois meses no dojo, porém, foram suficientes para a estudante notar algumas mudanças. “Eu já tinha curiosidade, mas vim quando ela convidou. O aikidô entrou na lista de coisas que eu gosto de fazer. A minha postura melhorou e estou conseguindo prestar mais atenção nas coisas, sabe? Sou um pouco desatenta, mas na escola eu percebi que isso está melhorando. Também estou mais forte e resistente”, relatou a caçula.

OBJETIVOS

Em momentos diferentes, Alice e Letícia possuem objetivos comuns no aikidô: aprimorar o conhecimento e fortalecer a relação de irmãs. “O aikidô sempre influenciou em minha vida. Tem o lado filosófico e também o condicionamento, a força muscular. O objetivo é sempre evoluir. Ao longo do tempo, as dificuldades mudam, mas não acabam”, disse a fisioterapeuta. Tímida, Letícia concordou. “É isso mesmo (risos). A minha irmã praticando ajuda bastante! Quando ela foi estudar fora, foi bem difícil. Agora, como ela voltou, estamos mais próximas ainda”, finalizou a estudante.

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