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Basquete

‘Aprendi que se não tentar, não consigo os objetivos’

Respeito pelo próximo e pelas próprias vontades: esporte para desenvolvimento humano

Matheus frequenta o IPM no Senai, em Diadema, há cerca de seis meses (Foto: IPM/Divulgação)

“Dizem que sou ousado porque gosto muito de arriscar, mas não era assim antes, viu? Melhorei bastante e aprendi a trabalhar em grupo, mudei o meu jeito de falar para não magoar as pessoas. A gente não aprende só esportes aqui! Aprendemos a tratar as pessoas bem. Sou um menino melhor e ajudo os meus dois irmãos mais novos, ensino o esporte para eles”. A frase é do menino Matheus, de 11 anos, que participa há pouco mais de seis meses das atividades realizadas pelo Instituto Passe de Mágica no Senai ‘Manuel Garcia Filho’, em Diadema.

Matheus é o irmão mais velho de Lucas e Dandara, e repete em casa a proposta da associação sem fins lucrativos criada em 2004 pela medalhista olímpica e campeã mundial, Magic Paula: promover o esporte para o desenvolvimento humano. ‘Polivalente’, Matheus diz que ama basquete e vôlei, mas também gosta de futebol e natação. “Fiz vários amigos na escola e um deles é o Davi, que me convidou para participar aqui no Senai. Adorei! Aprendo muito sobre esporte”, relatou o garoto.

PÉ NO CHÃO

Apesar da ousadia, como ele gosta de frisar, Matheus não se define como um sonhador. Pelo contrário. Quando fala sobre o futuro, transmite confiança. “Não sou muito de sonhar, mas tenho uma boa noção do que quero para mim. Antes de conhecer aqui, eu pensava em ser médico. Quando comecei as aulas, mudei: quero ser atleta”, disse. Mas, de qual esporte? “Gosto de todos, principalmente basquete, natação e vôlei, mas a médica disse que natação faz muito bem para mim”, afirmou Matheus, que completou:

“Em alguns esportes, sou mais competitivo do que outros. Mas já aprendi como melhorar. Se o colega fizer algo errado, você chega nele e fala: ‘Por favor, tenta melhorar isso’. Não é para sair gritando, pois pode magoar ele. Minha mãe também falava que eu gritava demais, então estou tentando melhorar isso (risos). A parte da ousadia é importante. No basquete, quando eu tenho a chance de arremessar na cesta, eu tento mesmo. Se não tentar, não consegue os objetivos. Não fico pensando o lado negativo da vida não. Isso deixa meus professores de boca aberta”, finalizou Matheus.

Os núcleos do IPM são mantidos com recursos via Lei de Incentivo ao Esporte, na esfera federal, o que possibilita o patrocínio da Caterpillar, Drogasil, Grupo Aliança, IBM, Klabin, Portocred, Sabesp e Via Varejo. O IPM recebe apoio institucional da Nike e Laureus Foundation.

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