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Kickboxing

Após volta ‘satisfatória’, Piacentini foca em evolução

Lutador piracicabano foi bronze no Brasileiro e prioriza agora os Jogos Abertos

Gustavo Piacentini, lutador piracicabano de kickboxing
Gustavo Piacentini voltou a lutar depois de oito meses de ausência do circuito (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

A medalha de bronze quase nunca é o objetivo de um atleta quando ele inicia uma competição. Menos ainda se esse atleta estiver acostumado a subir ao lugar mais alto de um pódio. É o caso de Gustavo Piacentini, dono de um currículo com mais de 70 vitórias que renderam o hexacampeonato dos Jogos Regionais, tetra brasileiro, quatro títulos pela Copa do Brasil, Cinturão Profissional Brasileiro e o Pan-Americano. Apesar do histórico vencedor, o bronze obtido no 29º Brasileiro de Kickboxing, em Sorocaba, não foi considerado negativo pelo piracicabano.

De volta aos ringues após oito meses, o lutador do Centro Esportivo MR perdeu nas semifinais da categoria 63,5 kg (low kicks) para Rafael Spin, vice-campeão mundial em 2017, com decisão dividida da arbitragem. “Foi uma luta muito parelha e quando é assim, nós sabemos que qualquer um dos dois pode levar a vitória. Foi uma decisão nos detalhes, contra um atleta que não é nem um pouco bobo. O Spin é muito experiente, oito vezes campeão brasileiro e recentemente vice-campeão mundial. A luta foi muito apertada”, afirmou o piracicabano, que completou:

“Foi relativamente satisfatório. A parte física não deixou a desejar, consegui fazer a periodização conforme o planejado. O boxe foi o que eu mais treinei desde o começo do ano. O kickboxing fiz ao longo de um mês, para ‘entrosar’ as pernas. Foi onde eu mais pequei. Me compliquei um pouco para achar o tempo dos chutes, acho que foi isso que fez a vitória pender para o Spin. A falta de ritmo conta também, você não consegue reproduzir na luta o que faz no treino”, avaliou Piacentini.

Segundo o lutador, o momento agora é de evolução, visando as próximas competições. A prioridade é representar Piracicaba nos Jogos Abertos do Interior. “Nós sabemos quais foram os erros e os acertos. Foi importante, apesar do terceiro lugar ter sempre um gosto amargo. Agora é refletir, treinar e corrigir. Temos tempo e vamos melhorar para os Abertos”, completou o atleta, que tem apoio da MP Suplementos. A preparação técnica é de Gustavo Zandoval, Jampa Leibholz e Marcos Ribeiro, enquanto a parte física fica a cargo do preparador Bilico Carvalho.

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