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Após lesão, Amanda tenta reconstruir carreira

Parada há dois anos, jogadora se recupera em Piracicaba e quer defender Apiv

Amanda Martins, jogadora de voleibol da Apiv
A oposta Amanda e o fisioterapeuta Eduardo: jogadora confiante em recuperação (Foto: Líder Esportes)

Há dois anos, a oposta Amanda Martins, 26, lesionou o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo na primeira bola de um jogo válido pelas quartas de final da Superliga B. Na época, a jogadora defendia Itabirito-MG, mas antes já havia vestido as camisas de Araraquara, Mackenzie, Paulistano e São José dos Campos. Isso desde quando tinha 13 anos saiu de casa, em Penápolis, após ser aprovada em uma ‘peneira’ em Osasco. A lesão freou a carreira, mas não interrompeu o sonho de Amanda. Agora, a atleta tenta reconstruir a própria história.

A oposta Amanda Martins sonha com voltar a disputar a elite da Superliga após a recuperação

Há três semanas, a oposta entrou em contato com a Apiv (Associação Piracicabana de Voleibol) e retomou a recuperação em Piracicaba. O contato com o associação abriu portas para o início do trabalho ao lado do fisioterapeuta Eduardo Fusatto. “Tive ótimas referências de jogadoras que conheço e que jogaram aqui, me falaram muito bem da estrutura e do trabalho feito em Piracicaba. Entrei em contato com a Apiv, pedi uma oportunidade e fui atendida. Agradeço muito o que estão fazendo por mim”, afirmou.

No intervalo entre a lesão e a vinda para Piracicaba, foram quase dois anos parada. Aos 26 anos, Amanda sabe que não é nenhuma iniciante, mas diz que tem bastante lenha para queimar. “É bastante difícil, mas o sonho que tenho é voltar a jogar. Vou aproveitar ao máximo a chance que estou tendo, pois minha vontade é enorme. Tenho certeza que vou conseguir. É muito delicado no início e confiança vem com o tempo, com o trabalho feito pela fisioterapia. O acompanhamento aqui em Piracicaba tem contribuído bastante para isso”, disse a oposta.

Perguntada sobre qual patamar ainda quer atingir na carreira, Amanda relevou planos ambiciosos, entre eles, voltar a disputar a principal competição do voleibol no país. Mas, isso, claro, dando um passo de cada vez. “Meu sonho é jogar a Superliga, não escondo isso, mas agora o meu foco agora é voltar para o mercado. Tenho 26 anos e vou jogar enquanto meu corpo e minha cabeça aguentarem. O apoio da família tem sido fundamental, eles ligam sempre perguntando como estou, com ou sem lesão. Isso faz toda diferença”, completou.

RECUPERAÇÃO

O fisioterapeuta Eduardo Fusatto é o responsável pela recuperação de Amanda em Piracicaba. Professor universitário, ele acompanha o estágio supervisionado vinculado à prefeitura e atende atletas de várias modalidades, entre elas, o vôlei. “A Amanda veio para cá na tentativa de se recuperar e voltar a jogar voleibol. Nós começamos há três semanas e estamos fazendo o trabalho de fortalecimento muscular para dar suporte ao joelho e a propriocepção para que ela possa voltar na quadra com boas condições para treinar”, afirmou o fisioterapeuta.

“É uma recuperação de seis meses no pós-cirúrgico. Ela sofreu a lesão e está voltando depois de dois anos, então tem toda essa parte do receio, de voltar para a quadra gradativamente. É assim que nós estamos trabalhando. Neste momento, são dois dias na semana de fortalecimento na academia, e dois dias gesto esportivo, equilíbrio e um pouco de quadra, para que ela consiga se deslocar e ter mais controle. Nos outros três dias da semana, o trabalho pré-determinado, com aeróbico e fortalecimento”, completou Fusatto.

 

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