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Kickboxing

Após 3 meses, Piacentini vai em busca do penta

Desde 20 de maio sem lutar, piracicabano briga pelo 5º título da Copa Brasil

Gustavo Piacentini, lutador de kickboxing
O atleta Gustavo Piacentini volta aos ringues após três meses sem lutar (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Sem lutar há quase três meses, Gustavo Piacentini está em fase final de preparação para tentar o pentacampeonato da Copa do Brasil de Kickboxing, evento marcado para acontecer de 7 a 10 de setembro, em Londrina (PR). A competição marca o retorno aos ringues do lutador piracicabano. A última vez que isso aconteceu foi dia 20 de maio, quando Piacentini derrotou o goiano Douglas Nunes por decisão unânime, em Sorocaba, para conquistar o título profissional brasileiro. Na avaliação do atleta, o período sem lutar traz aspectos positivos e negativos.

“Com certeza, ficar sem lutar interfere. Em uma competição, é importante chegar com o ritmo. Quando você fica muito tempo sem participar, isso pode mexer com velocidade de raciocínio e reflexo durante a luta. Mas também há fatores positivos para se colocar na balança. Com certeza, é bom para ter um tempo hábil para recuperar a musculatura, prevenir lesões e treinar com mais tranquilidade. De qualquer forma, não acredito que seja algo que vai me afetar na sequência do trabalho”, afirmou o afirmou o atleta, que conta com o  apoio da academia Fit Me, MP Suplementos e Selam.

‘O que move é o amor ao esporte. Tenho a esperança de que as coisas voltem a ser justas o mais breve possível’

A crise que atinge o esporte local também interfere na rotina de Piacentini. A verba da Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) destinada ao esporte local está emperrada desde o início do ano, quando entrou em vigor o marco regulatório do terceiro setor (Lei Federal 13.019/2014). A legislação indica que o repasse de verbas para as associações esportivas poderá ser efetivado após o chamamento público, fórmula de seleção da melhor proposta obrigatória para a celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos. O repasse poderá acontecer apenas depois que as entidades tenham se adequado às regras.

Geralmente feito entre fevereiro e março, o repasse em Piracicaba pode acontecer apenas em novembro. A maioria das entidades locais depende da parceria com a Selam para pagar os esportistas. Apesar da fase, Piacentini tenta manter o discurso otimista. “É complicado trabalhar bem sem qualquer incentivo. Eu mesmo tive de abrir mão de alguns treinamentos para trabalhar e gerar uma fonte de renda, então isso interfere e dificilmente vou chegar ao auge nessas condições. Eu tenho consciência disso, mas o que move a gente é o amor ao esporte. Tenho a esperança de que as coisas voltem a ser justas como eram o mais breve possível”, declarou.

MOTIVAÇÃO

Atual campeão, Piacentini tem boas recordações da Copa do Brasil. Em 2016, ano do tetracampeonato, a competição serviu de ponto de partida para uma série de títulos consecutivos: Jogos Abertos do Interior, Campeonato Pan-Americano e Cinturão Profissional Brasileiro. O contexto atual, porém, é diferente. Na época, o lutador piracicabano vinha de derrota em casa no WGP, circuito profissional de kickboxing, e buscava a reabilitação.

“É diferente, em relação ao ano passado. Em 2016, a Copa do Brasil foi muito importante para mim, teve uma motivação muito diferente, foi algo único naquele momento. Agora, encaro como mais uma competição e vou em busca do quinto título. Vale mais como uma retomada de ritmo”, contou. O preparador Bilico Carvalho é responsável pelo trabalho físico feito com o lutador, enquanto os aspectos táticos e técnicos continuam a cargo de Marcos Ribeiro e Wilson Teodoro.

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